Reconhecimento formal e impacto na assistência
O Hospital da Mulher do Recife (HMR) obteve, na sexta-feira (18), a Acreditação ONA Prata – Acreditado Pleno, certificação concedida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e validada por avaliação do Instituto Brasileiro para Excelência em Saúde (IBES). O selo atesta que a unidade atende requisitos de segurança e demonstra integração entre processos de gestão e assistência, com ênfase em práticas que promovem a qualidade e a continuidade do cuidado.
Como foi a avaliação
A acreditação resultou de um processo de verificação que se estendeu por vários meses, com análise de documentos, indicadores e práticas assistenciais. Foram avaliados protocolos de segurança do paciente, gestão de riscos e a articulação entre setores do hospital. A preparação foi conduzida pelo setor de Qualidade do HMR, envolvendo gestores e equipes multidisciplinares.
- Mapeamento de Processos: oficinas para identificar fluxos e lacunas;
- Elaboração da Matriz de Riscos: identificação e priorização de riscos assistenciais;
- Aplicação da metodologia PDSA: Plan, Do, Study, Act para testar melhorias e monitorar resultados.
Declarações da gestão e significado institucional
“Tenho muita felicidade por esse trabalho de acreditação ter se iniciado ainda na minha gestão à frente do Hospital. Acompanhar essa conquista, agora, por parte de Ana Karla e de sua equipe, para mim, é motivo de muita satisfação e orgulho.”
A afirmação da superintendente-geral da Sociedade Pernambucana de Combate ao Câncer (SPCC), Isabela Coutinho, foi destacada pela direção como parte do processo de amadurecimento institucional que culminou na certificação. A diretora do HMR, Ana Karla Góes, também vinculou o reconhecimento ao esforço conjunto da equipe, embora a íntegra das declarações da diretoria não conste na íntegra do material divulgado.
O que a certificação representa para pacientes e profissionais
Para pacientes, a Acreditação ONA Nível 2 sinaliza maior rigor em protocolos de segurança e um compromisso institucional com a continuidade do cuidado. Para profissionais, a avaliação implica processos padronizados, monitoramento de indicadores e treinamentos orientados por boas práticas. Na prática, a certificação tende a apoiar a redução de riscos assistenciais e a melhoria da coordenação entre setores clínicos, administrativos e de apoio.
| Aspecto avaliado | Foco |
|---|---|
| Protocolos assistenciais | Segurança do paciente e padronização |
| Gestão de riscos | Identificação e mitigação de falhas |
| Integração de processos | Continuidade do cuidado entre setores |
Perspectivas e próximos passos
O HMR agora passa a integrar o grupo de instituições reconhecidas pela ONA como Acreditadas Plenas. A certificação abre caminho para novas metas de melhoria contínua e para a incorporação de práticas que facilitem auditorias futuras e o relacionamento com parceiros e financiadores. O processo também tende a exigir manutenção de indicadores e ações permanentes de governança clínica.
O reconhecimento público, segundo a equipe do hospital, é fruto do trabalho coletivo entre gestores, equipes assistenciais e áreas de apoio. A conquista reforça a importância de investimentos em qualidade e segurança na rede de saúde do Recife, sobretudo em unidades que atendem a população feminina em diversas fases do ciclo reprodutivo.
O Hospital da Mulher do Recife soma, com a acreditação, um marco no desenvolvimento institucional que pode influenciar práticas e expectativas sobre os serviços oferecidos à população local, ao mesmo tempo em que estabelece um novo patamar de exigência interna para manutenção das melhorias implementadas.