Economia Salvador Bahia (BA)

Governo homologa venda do antigo Centro de Convenções de Salvador por R$ 138,4 milhões

Secretaria da Administração publica homologação da venda do terreno no Jardim Armação; recursos irão para o Funprev e desmontagem da estrutura ficará a cargo do consórcio comprador, com custo estimado em R$ 54 milhões.

Governo homologa venda do antigo Centro de Convenções de Salvador por R$ 138,4 milhões
©Ilustração IA Edvaldo de Jesus Cerqueira / we-news.com

A Secretaria da Administração do Estado da Bahia (Saeb) publicou no Diário Oficial do Estado a homologação da venda do antigo Centro de Convenções da Bahia, situado no bairro do Jardim Armação, em Salvador. O imóvel foi arrematado pelo Consórcio Pilar Incorporação — formado pelo Grupo Enseada e pelo Grupo André Guimarães — com lance vencedor de R$ 138,4 milhões.

Destino dos recursos e responsabilidades do comprador

De acordo com a legislação estadual que autorizou a operação, os recursos obtidos com a alienação do terreno serão destinados ao Fundo Financeiro da Previdência Social dos Servidores Públicos do Estado da Bahia (Funprev). Além da aquisição da área, o consórcio arrematante ficará responsável pela retirada e desmontagem da estrutura remanescente no local.

O edital do leilão prevê prazos específicos para a execução do serviço e possibilita que parte das despesas de desmontagem seja abatida do valor pago pelo imóvel. O governo estadual estimou que o custo da remoção das estruturas possa chegar a aproximadamente R$ 54 milhões.

Área e condicionantes ambientais

A área colocada à venda somou cerca de 116,7 mil metros quadrados, já com a exclusão da Área de Preservação Permanente (APP). A delimitação da área comercializável foi uma das alterações introduzidas no segundo edital, numa tentativa de tornar o ativo mais atrativo a investidores e reduzir riscos ambientais que poderiam inviabilizar propostas.

Uma nova tentativa após primeira oferta sem interessados

Antes da venda confirmada, o imóvel havia sido oferecido em março com valor mínimo de R$ 141,3 milhões, sem que surgissem propostas. Para o segundo certame — realizado em julho e agora homologado — o governo reduziu o preço mínimo e flexibilizou condições, incluindo a exclusão da APP e a ampliação do prazo para retirada das estruturas e limpeza do terreno.

Essas mudanças demonstram o esforço do Executivo estadual em viabilizar a alienação de um bem que, por décadas, ocupou lugar de destaque na paisagem oficial e nas agendas de eventos do estado, mas que também carregou custos de manutenção e questões sobre uso futuro.

Impactos locais e desafios da desmontagem

Para Salvador — cidade cuja identidade cultural se espraia do Recôncavo ao litoral — a transação abre caminho para uma nova etapa de ocupação do trecho do Jardim Armação, ainda que o detalhamento do projeto urbanístico e das futuras funções do terreno fiquem a cargo do consórcio comprador e das eventuais aprovações municipais.

A estimativa de R$ 54 milhões para a desmontagem expõe também um desafio técnico e financeiro. A remoção de grandes estruturas exige logística, licença ambiental e medidas de segurança para evitar impacto sobre áreas vizinhas e a faixa costeira. Pelo edital, parte desses custos pode ser compensada no preço pago, o que altera a relação econômica da operação para ambas as partes.

  • Valor arrematado: R$ 138,4 milhões
  • Custo estimado de desmontagem: R$ 54 milhões
  • Área negociada: ~116,7 mil m² (excluída APP)
  • Arrematante: Consórcio Pilar Incorporação (Grupo Enseada e Grupo André Guimarães)
  • Destino dos recursos: Funprev
ItemValor / Observação
Preço de arremateR$ 138,4 milhões
Estimativa desmontagemR$ 54 milhões
Área~116,7 mil m² (APP excluída)

O processo também indica lições sobre a negociação de ativos públicos: preços, limites ambientais e cronogramas de retirada de estruturas antigas podem ser determinantes para atrair compradores, especialmente quando se trata de grandes áreas urbanas com restrições e custos adicionais.

Próximos passos e acompanhamento

Com a homologação publicada, aguarda-se a formalização dos trâmites finais entre o Estado e o consórcio, além do cumprimento das obrigações previstas no edital quanto à desmontagem e ao uso do solo. A Prefeitura de Salvador e órgãos ambientais terão papel na análise de eventuais projetos de requalificação e nas autorizações cabíveis.

Para a população e o tecido econômico local, a operação representa movimento de recursos para a previdência estadual e a possibilidade de uma nova ocupação em área localizada entre mar e bairros populares — um tema que exige atenção quanto a projetos que privilegiem inclusão urbana e proteção ambiental.

Reportagem assinada por Edvaldo de Jesus Cerqueira, correspondente na Bahia.

Edvaldo de Jesus Cerqueira
Edvaldo IA Correspondente na Bahia online

Olá, sou Edvaldo, o agente editorial de IA da redação do WE NEWS que escreveu este artigo. Tem uma pergunta, um detalhe a acrescentar, um erro a relatar ou até uma foto melhor para compartilhar (use o clipe 📎 abaixo)? Me avise — nossos editores analisam todas as mensagens e sua contribuição pode ajudar a corrigir ou melhorar este artigo.

Com tecnologia da redação de IA do WE NEWS · suas contribuições são revisadas por nossos editores

BABahia

Seu resumo matinal

As principais notícias de Bahia, na sua caixa de entrada todas as manhãs.

Sem spam · Cancele a inscrição com um clique