O Bahia parte para Curitiba com a sensação de que a partida contra o Athletico-PR, marcada para domingo (20), às 19h30 na Arena da Baixada, tem o tom de um confronto decisivo pela disputa do Campeonato Brasileiro. Em momento de boa fase — 11 jogos de invencibilidade e quatro vitórias seguidas —, o Esquadrão procura reagir bem na casa de um adversário que se apresenta sólido diante de sua torcida.
Clima e importância do jogo
O encontro vale diretamente a terceira posição da competição: Bahia e Athletico-PR chegam empatados com 46 pontos após 27 rodadas, com vantagem do Furacão no número de vitórias. Um triunfo fora de casa recoloca o Tricolor na terceira colocação, enquanto empate ou derrota podem permitir a ascensão de concorrentes, caso o Fluminense — com 45 pontos — vença seu jogo.
O capitão e volante do Bahia, Acevedo, sublinhou a importância do confronto e a força do rival jogando em casa, projetando uma partida com clima de decisão e pedindo concentração máxima da equipe. O jogador também destacou o trabalho intenso da comissão técnica e do elenco sob o comando de Rogério Ceni.
“Certeza que é um clima de final, é o jogo mais difícil porque é o próximo. É um rival que vem bem no campeonato, que é muito forte no campo deles. Mas estamos concentrados e trabalhando muito para trazer os três pontos, o que seria fundamental.”
Momento individual e simbologia
A vitória por 2 a 1 sobre o Remo, na rodada anterior, trouxe a Acevedo uma marca pessoal significativa: o uruguaio atingiu 155 jogos pelo Bahia, tornando-se o estrangeiro com mais partidas na história do clube. A torcida o homenageou com uma bandeira e manifestações de carinho que o atleta reconheceu com emoção.
“Cheguei por empréstimo, não imaginava alcançar tantas coisas aqui; já conquistei títulos e recebi muito afeto da torcida”, disse Acevedo ao comentar a trajetória no clube. O episódio reforça a identificação do jogador com a torcida e a cultura do clube, algo valorizado pela comunidade tricolor desde o litoral até o sertão baiano.
Força do Athletico em casa
O Athletico-PR chega ao duelo com larga invencibilidade como mandante, sem derrotas na Arena da Baixada desde a segunda rodada do Brasileirão, em fevereiro. Esse histórico caseiro acrescenta um grau de dificuldade para o Bahia, que, apesar disso, apresenta boa sequência como visitante nas últimas rodadas.
- Data e local: domingo (20), 19h30 — Arena da Baixada, Curitiba;
- Classificação: Athletico-PR e Bahia com 46 pontos; Fluminense com 45;
- Sequência do Bahia: 11 jogos invictos e quatro vitórias seguidas.
Contexto tático e consequências
Além da luta direta por posição na tabela, a partida traz implicações práticas para as ambições do Bahia na sequência do Brasileiro: manter regularidade fora de casa, confirmar a evolução ofensiva que o clube tem demonstrado e consolidar a confiança do grupo para disputar as rodadas finais com chances reais de classificação entre os líderes.
Do lado do Athletico, manter o desempenho em casa e garantir a estabilidade no G-4 são objetivos claros. Para o torcedor baiano, o duelo tem dupla dimensão: a disputa imediata por colocação e a avaliação do comportamento do time em jogos de alta pressão, em território adversário.
Panorama e números
O equilíbrio entre as equipes no número de pontos torna a partida ainda mais atraente para quem acompanha o Brasileiro desde as arquibancadas nas cidades do interior baiano até os bairros de Salvador. A reunião de fatores — momento de forma, histórico como mandante do rival e a marca pessoal de Acevedo — desenha um cenário de partida de alta tensão.
| Equipe | Pontos |
|---|---|
| Athletico-PR | 46 |
| Bahia | 46 |
| Fluminense | 45 |
Para a torcida do Bahia, espalhada do Recôncavo ao extremo sul do estado, o jogo representa mais do que três pontos: é oportunidade de afirmação de identidade futebolística, prova de resistência longe de casa e momento para celebrar jogadores que se tornaram símbolos do clube. A expectativa é por um duelo equilibrado, decidido por detalhes e pela capacidade de suportar o chamado “clima de final”.
Reportagem acompanhou a entrevista coletiva do capitão na Cidade Tricolor e registra que o tom entre jogadores e comissão é de convicção, com foco em manter a sequência positiva e buscar resultado que reforce a presença do Bahia entre os líderes do campeonato.