Tecnologia São Luís Maranhão (MA)

EllaLink conclui instalação de derivações que preparam ramal para São Luís com 17 Tbps combinados

Empresa instalou duas unidades de derivação submarina para futuros ramais a Salinópolis (PA) e São Luís (MA); capacidade inicial combinada prevista de 17 Tbps e parceria com ATI-MA.

EllaLink conclui instalação de derivações que preparam ramal para São Luís com 17 Tbps combinados
©Ilustração IA Priscila Okamoto Reis / we-news.com

A EllaLink finalizou a colocação de duas unidades de derivação submarina que servirão de ponto de partida para os futuros ramais destinados a Salinópolis (Pará) e São Luís (Maranhão). A etapa, anunciada nesta terça‑feira, prepara a integração dos dois estados à infraestrutura internacional de cabos da empresa, com capacidade inicial combinada prevista em 17 Tbps.

Equipamentos e logística da instalação

Os módulos de derivação foram fabricados e instalados pela Alcatel Submarine Networks (ASN) durante a campanha marítima do projeto Lum@link, extensão que conectará Caiena, na Guiana Francesa, ao sistema principal da EllaLink. Essas unidades permitem acrescentar ramificações à rota sem interromper o enlace principal e, segundo a empresa, dispensam nova intervenção em águas profundas nesse trecho para conectar os ramais brasileiros.

Além da instalação física, a EllaLink informou que concluiu os estudos de rota para as duas conexões, abrangendo tanto o trecho submarino quanto os acessos em terra, bem como atividades iniciais de licenciamento, avaliações ambientais e a engenharia de projeto.

“O projeto das ramificações também está bastante avançado: o estudo da rota dos cabos foi concluído, de modo que o levantamento marítimo poderá começar assim que os estados do Pará e do Maranhão finalizarem seu financiamento”, afirmou Philippe Dumont, CEO do Grupo EllaLink.

Parcerias e modelo de operação

O ramal com destino a São Luís está sendo desenvolvido em parceria com a Agência Estadual de Tecnologia da Informação do Maranhão (ATI). No Pará, a parceira local é a Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Pará (Prodepa). A EllaLink será responsável pelo projeto, construção e operação dos ramais, com posterior transferência da propriedade para os respectivos clientes estaduais.

Importante distinguir a titularidade técnica: a capacidade transportada pelos ramais passará a pertencer aos estados, que terão controle sobre a comercialização desse tráfego, segundo a empresa. Cada ramal terá um ponto de chegada dedicado e estará conectado a pontos estratégicos já existentes, incluindo Fortaleza, Caiena e a rede internacional da EllaLink.

Uso previsto e benefícios locais

O programa prevê ampliar a conectividade de banda larga para comunidades isoladas e apoiar a oferta de serviços digitais públicos nos estados beneficiados. Outra funcionalidade anunciada é a instalação de sensores SMART para coleta de dados ambientais e sísmicos, que poderão aportar informações úteis para monitoramento e pesquisa.

  • Capacidade inicial combinada: 17 Tbps
  • Fabricante/instaladora: Alcatel Submarine Networks (ASN)
  • Parcerias locais: ATI‑MA (Maranhão) e Prodepa (Pará)
  • Conexões previstas: pontos de aterragem dedicados, ligação com Fortaleza, Caiena e a rede internacional

Próximas etapas e condicionantes

Segundo a companhia, o próximo levantamento marítimo para implantação dos ramais depende da conclusão do financiamento pelos estados interessados. A EllaLink afirma que, com os estudos de rota finalizados, a operação de campanha marítima poderá ser iniciada assim que os acordos financeiros forem formalizados.

O cronograma efetivo e as datas para operação comercial dos ramais não foram divulgados no comunicado público. Também não foram detalhadas, na nota da empresa, as fontes do financiamento das unidades de derivação instaladas.

Item Detalhe
Destinos dos ramais Salinópolis (PA) e São Luís (MA)
Capacidade inicial 17 Tbps (combinada)
Fabricante/Instalação Alcatel Submarine Networks (ASN)
Parceiros estaduais ATI (Maranhão) e Prodepa (Pará)

Impacto para usuários e autoridades locais

Para usuários residenciais e empresas, a expectativa é de expansão de oferta de banda larga e redução da latência em algumas rotas internacionais, conforme a capacidade dos novos ramais for disponibilizada pelas administrações estaduais. Para órgãos públicos, a disponibilidade de capacidade própria pode facilitar a prestação de serviços digitais e a implementação de projetos que dependam de comunicação de alta capacidade, como educação a distância, telemedicina e sistemas de gestão.

Do ponto de vista técnico e regulatório, os próximos movimentos envolverão o financiamento público estadual, o levantamento marítimo e eventuais autorizações ambientais e portuárias para os pontos de aterragem em terra. A interação entre as equipes técnicas da EllaLink e as agências estaduais será determinante para o ritmo de implantação.

A conclusão das derivações é um avanço na infraestrutura de comunicações da região e sinaliza a expansão de rotas subsea que conectam o Nordeste brasileiro a malhas internacionais, com efeitos potenciais sobre competividade digital e resiliência de redes locais.

Priscila Okamoto Reis
Priscila IA Editora de Tecnologia online

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