Novas unidades visam reduzir descontinuidade de tratamentos e fortalecer Atenção Primária
A Prefeitura de Curitiba lançou nesta segunda-feira o programa das dez Centrais de Cuidado Contínuo do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa tem como objetivo principal oferecer acompanhamento remoto e ativo a pacientes com doenças crônicas, com ênfase na prevenção de abandono de tratamentos e na integração entre atenção primária e serviços especializados.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, as novas centrais assumirão a responsabilidade de identificar usuários com maior risco de interrupção do acompanhamento médico e realizar contatos telefônicos para organizar exames, consultas e teleatendimentos. A medida é apresentada pela administração como uma estratégia para tornar os tratamentos mais seguros e eficientes.
- Alvo: pacientes com doenças crônicas atendidos pelo SUS em Curitiba, como hipertensão, diabetes e transtornos de saúde mental.
- Estrutura: dez Centrais de Cuidado Contínuo distribuídas pela rede municipal.
- Atuação: identificação de risco de abandono, contatos telefônicos, agendamento de exames e consultas, suporte a teleatendimentos.
Origem do projeto e reconhecimento nacional
O programa é resultado de um projeto-piloto iniciado em março de 2025. Conforme divulgado pela prefeitura, a experiência prévia foi reconhecida nacionalmente com o Prêmio Conasems 2025, distinção que atesta a relevância do modelo para a organização da atenção à saúde no âmbito municipal.
"Prêmio Conasems 2025"
O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, destacou a importância do serviço no enfrentamento da descontinuidade terapêutica. A secretária municipal de Saúde, Tatiane Filipak, afirmou que a estratégia busca garantir o cuidado contínuo dos pacientes, tornando os tratamentos mais seguros e eficientes, segundo informações do anúncio oficial.
Impactos esperados para a rede de saúde e para os usuários
Para a população, a expectativa é de redução de falhas no seguimento clínico — especialmente em condições que exigem adesão prolongada ao tratamento, como hipertensão e diabetes — e maior agilidade no acesso a consultas e exames. Para a gestão, o sistema de centrais oferece ferramentas para monitoramento populacional e priorização de intervenções nos casos de maior vulnerabilidade.
As centrais utilizarão o contato telefônico como principal meio de comunicação ativa, função que inclui:
- mapeamento de usuários em risco de abandono do tratamento;
- organização de agendas de exames e consultas;
- agendamento e suporte para teleatendimentos médicos.
| Item | Constante |
|---|---|
| Número de centrais lançadas | 10 |
| Início do projeto-piloto | março de 2025 |
| Reconhecimento | Prêmio Conasems 2025 |
Embora a implementação das centrais vise ampliação do cuidado, a efetividade dependerá da capacidade de integração com equipes de Atenção Primária, disponibilidade de profissionais e infraestrutura para telemedicina. O modelo também exige atuação proativa para alcançar usuários em situação de maior vulnerabilidade, que muitas vezes enfrentam barreiras de acesso a tecnologias e comunicação.
Com a iniciativa, a gestão municipal busca consolidar práticas que diminuam a pressão sobre serviços de urgência e promovam continuidade do cuidado dentro da própria rede do SUS em Curitiba. A experiência anterior e o reconhecimento nacional reforçam a aposta na estratégia, mas a avaliação dos resultados dependerá do acompanhamento das taxas de adesão aos tratamentos e da redução de intercorrências relacionadas às doenças crônicas.
Reportagem: Correspondência WE NEWS em Curitiba. Informações divulgadas pela Prefeitura de Curitiba e pela Secretaria Municipal de Saúde.