Um levantamento do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), divulgado em janeiro de 2026, aponta que o cruzamento da Rua Saldanha Marinho com a Avenida General Mário Tourinho ocupa o primeiro lugar no ranking de acidentes de trânsito em Curitiba. O estudo traz um retrato da concentração de conflitos viários na cidade e relaciona esses pontos críticos ao impacto sobre serviços de saúde e aos custos financeiros gerados pelas colisões.
Dados e alcance do problema
Segundo o BPTran, a corporação registrou mais de 36 mil acidentes em Curitiba ao longo de 2025, com um total de 47 mortes relacionadas a essas ocorrências. Além do cruzamento que lidera o ranking, a pesquisa chama atenção para vias com elevada frequência de acidentes, entre elas a Avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira, apontada como a via com maior número de incidentes no período analisado.
| Ano | Total de acidentes | Óbitos |
|---|---|---|
| 2025 | +36.000 | 47 |
Fatores que tornam cruzamentos mais perigosos
O levantamento destaca que determinados pontos se transformam em áreas críticas por reunir movimentos distintos em espaços curtos: conversões de veículos, passagem de ônibus, circulação de motociclistas entre faixas e travessias de pedestres ocorrem simultaneamente. Quando o fluxo aumenta, pequenos erros de percepção podem gerar colisões.
"A falta de atenção dos motoristas"
O BPTran aponta a falta de atenção dos motoristas como um dos fatores associados às ocorrências no cruzamento da Saldanha Marinho com a Mário Tourinho. Essa dimensão comportamental soma-se a questões físicas e operacionais das vias — como geometria, sinalização e volume — na formação de pontos de risco.
Consequências para serviços públicos e custos
O reporta do BPTran também relaciona os acidentes à sobrecarga de hospitais e a impactos econômicos. Segundo o levantamento, as ocorrências de trânsito pressionam a capacidade de atendimento das unidades de saúde e geram custos na ordem de milhões — tanto pelo tratamento de vítimas quanto por procedimentos administrativos e investimentos obrigatórios em infraestrutura e fiscalização.
- Concentração de movimentos em cruzamentos aumenta a probabilidade de conflito;
- Fatores humanos e estruturais atuam conjuntamente para elevar o risco;
- Acidentes acarretam pressão sobre hospitais e custos financeiros relevantes.
Implicações locais e próximos passos
Para moradores e profissionais que circulam diariamente por esses corredores, o levantamento funciona como uma fotografia do problema: não necessariamente fixa um ponto como "o mais perigoso" para sempre, mas indica prioridades para fiscalização, educação no trânsito e intervenções de engenharia. Rankings podem variar conforme o recorte temporal e a metodologia adotada, mas servem como referência para decisões do poder público e para campanhas de prevenção.
Medidas como revisão da sinalização, ajustes na sincronização dos semáforos, restrições de conversão em horários de pico e campanhas de conscientização sobre atenção e respeito às regras de circulação são exemplos de ações possíveis para mitigar riscos nesses cruzamentos mais críticos. A combinação de dados do BPTran com informações de saúde e planejamento urbano é essencial para priorizar intervenções eficazes e reduzir tanto o número de acidentes quanto o impacto humano e econômico sobre a cidade.
O estudo reforça a necessidade de diálogo entre órgãos de trânsito, gestores municipais, serviços de saúde e a sociedade para transformar o conhecimento sobre pontos de risco em políticas públicas concretas que aumentem a segurança viária em Curitiba.