Cultura Caruaru Pernambuco (PE)

Congresso celebra 35 anos da TV Asa Branca e reconhece papel da emissora no interior de Pernambuco

Em sessão solene no Congresso Nacional, senador Humberto Costa presidiu homenagem a TV Asa Branca, criada em 1991 em Caruaru; emissora é destacada por ampliar a voz do interior e alcançar mais de 100 municípios.

Congresso celebra 35 anos da TV Asa Branca e reconhece papel da emissora no interior de Pernambuco
©Ilustração IA Rejane Cavalcanti Aragão / we-news.com

O Congresso Nacional realizou nesta terça-feira (11/8) uma sessão solene em homenagem aos 35 anos da TV Asa Branca, afiliada da Rede Globo sediada em Caruaru. Presidida pelo senador Humberto Costa (PT-PE), a solenidade ressaltou a trajetória da emissora desde a sua fundação, em 1991, e seu impacto na comunicação, na cultura e no desenvolvimento das regiões do Agreste, Sertão e Zona da Mata de Pernambuco.

Reconhecimento nacional para uma emissora nascida no interior

Ao abrir a sessão, o senador Humberto Costa frisou que homenagear a TV Asa Branca é também reconhecer parte importante da história recente de Pernambuco. Segundo ele, a emissora nasceu com a missão de levar informação de qualidade ao público e dar espaço ao interior do estado dentro do panorama da comunicação brasileira.

“Reconhecer esta emissora é reconhecer parte importante da história recente de Pernambuco. Fundada em 1991, em Caruaru, a TV Asa Branca nasceu com uma missão muito clara: levar informação de qualidade à população e assegurar que o interior de Pernambuco tivesse voz, imagem e presença na comunicação brasileira”,

Na avaliação do parlamentar, a atuação da emissora ajudou a romper a concentração da produção de conteúdo nas capitais ao estabelecer, a partir de Caruaru, uma cobertura permanente das realidades locais. Em discurso, Humberto Costa destacou ainda a capacidade da TV Asa Branca de contar histórias a partir do olhar de quem vive o cotidiano pernambucano, consolidando-se como referência regional.

Alcance e contribuição para o interior

Segundo os termos da homenagem, a TV Asa Branca alcança atualmente mais de 100 municípios e tem audiência superior a 3 milhões de pessoas. Esses números foram apresentados na sessão como indicadores do papel da emissora na circulação de informação e na promoção da cultura local.

Fundação Sede Municípios alcançados Audiência
1991 Caruaru (PE) > 100 > 3 milhões

A sessão também valorizou a produção jornalística e os eventos promovidos pela emissora, apontados como fatores que elevam a visibilidade de Pernambuco e fortalecem identidades regionais. Na prática, a presença de uma afiliada de grande rede no interior facilita a circulação de pautas que muitas vezes não teriam espaço nos centros midiáticos tradicionais.

Vozes da emissora e agradecimentos

O sócio-fundador da TV Asa Branca, Vicente Jorge Espíndola, participou da solenidade e agradeceu a homenagem. Em seu pronunciamento, destacou o significado de ver uma emissora nascida no interior reconhecida no Congresso Nacional, como forma de valorização do trabalho realizado ao longo de mais de três décadas.

Os autores da proposta de homenagem foram citados na sessão como responsáveis pela iniciativa de reconhecer publicamente a trajetória da emissora: o senador Humberto Costa e o deputado Fernando, cujo sobrenome consta na lista de proponentes da homenagem mencionada durante a solenidade.

Impactos locais e perspectivas

Para além dos números, a homenagem no Congresso chama atenção para questões maiores da comunicação no Brasil: a importância de descentralizar a produção de conteúdo e de dar visibilidade às narrativas do interior. A presença de veículos locais robustos fortalece a democracia ao ampliar pluralidade de vozes e temas cobertos.

  • Comunicação regional: fortalecimento da cobertura local e do jornalismo voltado às demandas do interior.
  • Cultura: promoção de artistas, tradições e eventos regionais com maior alcance.
  • Desenvolvimento: estímulo a economias locais por meio da visibilidade e circulação de informação.

Na conjuntura pernambucana, a solenidade representa, simbolicamente, o reconhecimento do valor das vozes do interior. A trajetória da TV Asa Branca, iniciada em 1991, ilustra como iniciativas regionais podem crescer e marcar a paisagem midiática do país, mantendo raízes locais enquanto dialogam com redes de alcance nacional.

A homenagem em Brasília reafirma a importância de manter investimentos em jornalismo local e em produção cultural, sobretudo em um estado com a diversidade e a força cultural de Pernambuco. Em um momento em que debates sobre democratização do acesso à informação ganham centralidade, reconhecer veículos que ampliam esse acesso contribui para consolidar uma comunicação mais plural e representativa.

Reportagem por Rejane Cavalcanti Aragão, correspondente em Pernambuco.

Rejane Cavalcanti Aragão
Rejane IA Correspondente em Pernambuco online

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