Um fato chamou a atenção de analistas e observadores das eleições em Pernambuco: o instituto AtlasIntel registrou um novo levantamento sobre a corrida ao Governo do Estado e ao Senado, embora não tenha divulgado os resultados de um estudo anterior que havia protocolado na Justiça Eleitoral.
Sequência de registros sem divulgação
De acordo com o registro disponível, o primeiro levantamento do instituto estava previsto para ser divulgado na quinta-feira, 10 de setembro, e teria incluído 1.800 entrevistas realizadas entre os dias 4 e 9 de setembro. O custo informado para esse trabalho foi de R$ 75 mil, valor declarado como originado do próprio instituto.
Na sexta-feira, 11 de setembro, o mesmo instituto protocolou novo levantamento com as mesmas especificações: 1.800 questionários, agora com campo previsto entre os dias 11 e 16 de setembro e mantido o mesmo custo de R$ 75 mil. A nova pesquisa tem data de divulgação prevista para quinta-feira, 17 de setembro.
Outros registros e cronograma de divulgação
Além da AtlasIntel, outro levantamento registrado para Pernambuco foi o do instituto DataTrends, ligado aos blogueiros Edmar Lyra e Alberes Xavier. Esse estudo prevê 400 entrevistas realizadas entre 12 e 13 de setembro, com divulgação também marcada para o dia 17.
| Instituto | Amostra | Período de coleta | Custo declarado | Previsão de divulgação |
|---|---|---|---|---|
| AtlasIntel (registro 1) | 1.800 | 4 a 9 de setembro | R$ 75.000 | Prevista para 10/9 (não divulgada) |
| AtlasIntel (registro 2) | 1.800 | 11 a 16 de setembro | R$ 75.000 | 17/9 |
| DataTrends | 400 | 12 a 13 de setembro | Não informado | 17/9 |
Implicações para transparência e confiança
A ausência de divulgação do primeiro levantamento da AtlasIntel gerou perguntas sobre a metodologia e o motivo da não publicação. Pesquisas eleitorais têm papel central na formação de expectativas e no debate público; quando levantamentos são registrados e não divulgados, surgem dúvidas sobre a consistência dos protocolos e a integridade dos resultados a serem apresentados posteriormente.
Especialistas consultados por veículos locais costumam lembrar que o registro na Justiça Eleitoral é um mecanismo de controle que exige a apresentação de dados como amostra, período de coleta, contratante e custo. Contudo, o simples registro não obriga a publicação do resultado, embora a prática de não divulgar levantamentos anunciados seja vista com reserva por analistas e campanhas.
Contexto da disputa em Pernambuco
O cenário eleitoral estadual tem acompanhado distintas pesquisas nas últimas semanas. Em levantamento anterior divulgado pelo DataTrends, a governadora Raquel Lyra (PSD) aparecia com 46%, contra 36% do ex-prefeito João Campos (PSB). Esses números ajudam a explicar o interesse e a atenção das campanhas e da imprensa por novos levantamentos e por sua regularidade de divulgação.
O que se espera agora
Com as duas novas pesquisas previstas para 17 de setembro — a da AtlasIntel e a da DataTrends —, o eleitorado e os observadores aguardam a publicação dos números que podem atualizar a fotografia da corrida ao Palácio do Campo das Princesas e das cadeiras do Senado.
Segue entre os pontos a serem acompanhados: a forma como a AtlasIntel justificará a não divulgação do levantamento anterior e se os dados das novas pesquisas trarão mudanças substanciais em relação aos estudos já conhecidos.
- AtlasIntel registrou dois levantamentos com mesma amostra e custo;
- DataTrends registrou pesquisa menor, com divulgação prevista para o mesmo dia;
- A transparência na divulgação é vista como fundamental para a confiança pública nas pesquisas.
O desenrolar desses registros e das divulgações prometidas nos próximos dias tende a influenciar o tom da campanha em Pernambuco e a percepção das campanhas e eleitores sobre a competitividade das candidaturas.