A Câmara Municipal de Tomar contratou a empresa EcoAmbiente para assumir, a partir de 18 de agosto, a recolha dos chamados "monos" — resíduos volumosos abandonados no espaço público — com intervenções porta a porta e recolhas junto dos ecopontos. A medida surge na sequência de queixas reiteradas de moradores e autarcas sobre a falta de civismo e as condições de higiene associadas a estes despejos.
Resposta operacional e regulamentar
O acordo com a EcoAmbiente visa recuperar a imagem do espaço urbano e reduzir a presença de itens volumosos nas vias e zonas verdes da cidade. Para além da prestação de serviços, a Câmara está a elaborar um regulamento que estabelecerá contraordenações a aplicar aos munícipes que descartem este tipo de resíduos fora das regras vigentes.
- Empresa responsável: EcoAmbiente (a partir de 18 de agosto).
- Modalidades de deposição: recolha domiciliária agendada e entrega no Eco Centro de Santa Cita, mediante contacto prévio.
- Medidas disciplinares: regulamento que prevê contraordenações para descargas indevidas.
Debate sobre vigilância e cidadania
O tema alimentou também propostas no seio do executivo municipal. O vereador Samuel Fontes, do Chega, sugeriu a instalação de videovigilância nas ruas para identificar quem faz despejos indevidos, defendendo que essa ferramenta permitiria responsabilizar os autores dos atos e inibir futuras ocorrências.
Segundo o mesmo autarca, a expectativa é que, com a intervenção da nova prestadora e as ações regulamentares, em «um ou dois meses» a imagem do espaço público apresente melhorias perceptíveis.
Como proceder ao descarte de monos em Tomar
O município recorda que existem duas formas regulamentadas para o correto encaminhamento de resíduos de grandes dimensões:
| Opção | Procedimento |
|---|---|
| Recolha domiciliária | Contactar os serviços municipais e agendar a retirada. |
| Entrega direta | Levar os resíduos ao Eco Centro de Santa Cita, com contacto prévio. |
O executivo local sublinha que o cumprimento destas regras é essencial para manter a higiene urbana e evitar prejuízos ambientais e paisagísticos. A criação de um regulamento com sanções traduz a intenção de tornar a responsabilidade mais transparente e passível de aplicação.
Consequências práticas e expectativas
A introdução de um operador dedicado à recolha de monos pretende responder de imediato ao problema do depósito incontrolado, reduzindo tempos de resposta e acumulados de lixo volumoso nas ruas. A combinação dessa atuação operacional com normas sancionatórias e, possivelmente, com sistemas de vigilância, compõe uma estratégia mista — preventiva e repressiva — que autarcas defendem ser necessária para alterar comportamentos.
Resta saber como será articulada a fiscalização, que entidades serão responsáveis pela aplicação das eventuais coimas e qual a calendarização do regulamento em discussão. Para já, a Câmara disponibiliza contactos dos serviços municipais no seu sítio oficial para os munícipes que necessitem de agendar recolhas ou obter informações sobre o Eco Centro.
Na perspetiva dos moradores que vinham reclamando intervenção, a combinação entre serviço regularizado e regras mais rígidas poderá traduzir-se numa melhoria rápida do espaço público. A monitorização dos resultados nos próximos meses servirá para aferir a eficácia das medidas e ajustar procedimentos conforme necessário.