O SonicBlast Fest 2026 prosseguiu o seu terceiro dia na Praia da Duna do Caldeirão, em Âncora, sem abrandar o ritmo perante um público que resistiu ao cansaço acumulado dos dias anteriores. Depois de duas jornadas que deixaram marcas, a programação voltou a apresentar uma sucessão de concertos que atravessaram várias vertentes da música pesada, do doom ao stoner, do sludge ao death metal e ao psicadelismo.
Surpresa local e cartaz de peso
A abertura do Main Stage 1 ficou marcada pela atuação dos Summer of Hate, de Espinho, que assumiram a caixa de som após a substituição dos Levitation Room e conquistaram a assistência. A performance da banda portuguesa foi destacada pela sua capacidade de transformar um primeiro horário numa descoberta memorável para muitos festivaleiros.
No decurso do dia, passaram pelos palcos nomes consolidados como High on Fire, Elder, Necrot e 1000mods, juntando-se à lista de bandas que já tinham sido destaque nos dias anteriores — entre elas Deafheaven, Chat Pile, Trash Talk e Bongzilla — e às celebrações de Turbonegro, as intensidades de Kylesa e a irreverência dos The Casualties.
Programação e diversidade sonora
O terceiro dia manteve a linha de diversidade que tem sido uma das marcas do festival: propostas que transitam entre o pesado e o psicadélico, com momentos de experimentação e rendições a sonoridades mais tradicionais do heavy. Ao longo do dia foi possível observar uma afluência constante, apesar do desgaste físico natural dos festivaleiros em itinerância por vários palcos.
- Palcos: Main Stage 1 e outros espaços do recinto
- Géneros em destaque: doom, stoner, sludge, death metal, psicadelismo
- Bandas referidas no terceiro dia: Summer of Hate, High on Fire, Elder, Necrot, 1000mods
| Artista | Origem/nota |
|---|---|
| Summer of Hate | banda de Espinho; abriu o Main Stage 1 |
| High on Fire | presença de peso do cartaz |
| Elder | presença internacional, aposta no psicadelismo |
| Necrot | representante do death metal no dia |
| 1000mods | consolida vertente stoner/psicadélica |
Ritmo e público
O festival tem revelado uma conjugação entre expectativas altas — alimentadas por cartazes que misturam estreias, regressos e nomes de culto — e uma resposta do público que se mantém ativa até ao último dia. Mesmo com sinais de cansaço físico, a vontade de acompanhar concertos e de descobrir actuações menos mediáticas prevaleceu, numa dinâmica que tem sido constante ao longo das três jornadas.
A substituição anunciada dos Levitation Room e a confirmação dos Summer of Hate para abrir o dia ilustram, por outro lado, a capacidade do evento para incorporar alternativas locais e manter a qualidade do cartaz, uma particularidade que tem sido valorizada por muitos dos presentes.
À medida que o festival caminha para o encerramento, o balanço do terceiro dia reforça a posição do SonicBlast como um ponto de encontro imprescindível para aficionados da música pesada em Portugal, capaz de juntar nomes internacionais com a energia de projectos nacionais e de proporcionar descobertas que prolongam a experiência bem para lá dos palcos.
O último dia prometia ainda mais actuações e a continuidade de uma celebração sonora que tem vindo a afirmar, edição após edição, o festival na paisagem cultural do país.