O Sítio do Ingo, inaugurado oficialmente a 1 de julho, traz à periferia de Lisboa uma proposta de alojamento que combina roulotes recuperadas, um espaço para campervans e várias infraestruturas de convívio e lazer. O projecto é da autoria de Luís Arrais e de Maria Canário, que transformaram um terreno rural numa oferta pensada para viajantes e famílias.
Origem do projecto
Luís Arrais tem mais de 30 anos de experiência no restauro de autocaravanas e na personalização de viaturas. Em 2020, o casal abriu a serralharia Rbafo Garage, no Cartaxo, e manteve uma relação estreita com o universo dos nómadas e dos apaixonados por vida em viagem. A presença regular de clientes que viajavam em campervans e a falta de locais semelhantes na região motivaram a criação do Sítio do Ingo.
Para concretizar a ideia, Maria e Luís venderam a casa que detinham no centro do Cartaxo e adquiriram um terreno maior, mais afastado, onde inicialmente só existia uma construção rudimentar. Recuperaram e mantiveram a área coberta para habitação e redefiniram o espaço exterior para acolher hóspedes.
O que o Sítio oferece
O espaço disponibiliza duas roulotes restauradas pelo casal, ambas preparadas como unidades de alojamento, e uma área dedicada a estacionamento de campervans. Para além disso, existe uma cozinha e uma sala de estar partilhadas, infraestruturas sanitárias de apoio, e zonas de lazer pensadas para diferentes faixas etárias.
- Duas roulotes recuperadas, disponíveis para reserva.
- Parque para campervans com áreas de relaxamento.
- Cozinha partilhada e sala de estar.
- Piscina, redes e áreas de lazer para crianças.
- Presença de animais: duas burras e três cães que convivem no espaço.
| Instalação | Descrição |
|---|---|
| Roulotes | Unidades restauradas pelo casal, transformadas em alojamento |
| Campervans | Zona destinada a viajantes que viajam em autocaravanas |
| Áreas comuns | Cozinha e sala partilhadas, piscina, casas de banho e espaços para crianças |
Experiência e ambiente
Além das infraestruturas, o projecto aposta numa experiência familiar e informal. Os anfitriões colocam os animais ao centro da narrativa do sítio: duas burras, uma das quais já vinha gestante quando foi integrada no espaço, e três cães — Ingo, que deu nome à propriedade, e outros dois Beagles, Baso e Canina.
«Tivemos sempre muito ligados a este mundo e sempre adorámos este conceito»,
diz Maria, que tem 49 anos, e explica que a ausência de locais semelhantes na região foi um dos motivos para a criação do projecto. A dupla pretende, a curto prazo, ampliar a oferta de experiências para os hóspedes, com actividades pensadas especialmente para crianças, como uma cozinha de lama mencionada pelos fundadores como ideia futura.
Contexto e potencial
O Sítio do Ingo surge num contexto em que o turismo de curta-duração e o caravanismo têm vindo a ganhar maior expressão em Portugal, com uma procura crescente por alternativas ao alojamento tradicional. Espaços que conjuguem autenticidade, contacto com a natureza e facilidades para veículos de longo curso atraem tanto famílias como nómadas digitais, um segmento já presente na carteira de clientes da serralharia dos fundadores.
Ao transformar a experiência de restauro e personalização de veículos num projecto de acolhimento turístico, Luís e Maria mostram como saber técnico e gosto pela vida ao ar livre podem converter-se numa oferta local diferenciadora. O sítio promete ser uma opção para quem procura paragens com conforto e um ambiente familiar nos arredores de Lisboa.
Com a abertura recente, a comunidade local e os visitantes poderão avaliar nos próximos meses a resposta da procura e o modo como o Sítio do Ingo se integra na oferta turística regional.