Tecnologia

Robôs e IA na receção: Da Nang usa automação para elevar serviços turísticos

Hotéis e expositores em Da Nang mostram como robótica, IA de voz e automação aliviam rotinas, respondem à diversidade linguística e permitem às equipas focarem-se no serviço ao cliente.

Robôs e IA na receção: Da Nang usa automação para elevar serviços turísticos
©Ilustração Bruno Vaz Loureiro / we-news.com

Da Nang está a incorporar robôs e soluções de inteligência artificial (IA) em operações turísticas para responder à crescente diversidade de visitantes e tornar o serviço mais eficiente. Em feiras e unidades hoteleiras, a tecnologia é utilizada tanto em tarefas repetitivas como em apoio à comunicação multilíngue, libertando profissionais para interações mais complexas com os hóspedes.

Automação nas tarefas operacionais

Exemplos práticos apresentados na região incluem robôs recepcionistas e unidades de serviço que transportam alimentos, bebidas e pequenas mercadorias entre áreas do hotel. No Complexo Turístico Internacional Furama - Ariyana Da Nang foi lançado o robô de receção «Ariyana», concebido para orientar hóspedes e fornecer informação básica. Outros dispositivos, como robôs da KEENON, assumem tarefas físicas de logística interna que, de outra forma, exigiriam deslocações frequentes dos funcionários.

O efeito prático descrito pelos operadores é a redistribuição do esforço humano: ao delegar tarefas rotineiras a máquinas, as equipas podem concentrar-se em aspetos do serviço que exigem julgamento humano, empatia ou resolução de problemas inesperados.

IA de voz e exigências multilíngue

A diversificação dos mercados emissores para Da Nang — com aumento de turistas vindos de Rússia, Índia e Filipinas, além dos habituais fluxos da China e Coreia do Sul — tornou mais evidente a necessidade de suporte em vários idiomas. A Blaze AI Vietnam, representada pelo seu diretor Huynh Ly Thanh Trung, sublinha que contratar pessoal que domine simultaneamente múltiplas línguas é um desafio.

«A necessidade de comunicação multilíngue é cada vez mais evidente» — Huynh Ly Thanh Trung, diretor da Blaze AI Vietnam.

Como resposta, soluções de receção baseadas em IA de voz estão a ser testadas e integradas. Estas ferramentas são destinadas a lidar rapidamente com pedidos comuns de hóspedes internacionais, reduzindo a pressão em períodos de maior afluência e permitindo que a equipa humana dedique mais tempo a situações que exigem contacto direto.

Apresentações em feiras e funções demonstradas

Na feira HORECFEX Vietnam 2026 foi exibido o robô de recepção OrionStar, entre outras tecnologias. As apresentações mostram capacidades que vão desde acolhimento e orientação até respostas a perguntas práticas, ilustrando um conjunto de funcionalidades que hoteleiros e operadores turísticos podem adotar.

  • Recepção e informação: robôs para saudar e orientar hóspedes.
  • Serviço de quarto e logística interna: transporte de refeições, bebidas e mercadorias.
  • Assistência multilíngue: IA de voz para responder a solicitações em diversos idiomas.

Estas aplicações não visam substituir o pessoal, mas sim complementar a equipa, reduzindo a carga em tarefas repetitivas e melhorando a capacidade de resposta durante picos de ocupação.

Consequências práticas e limites

Na prática, a adoção de robótica e IA no turismo implica alterações na organização do trabalho e investimentos em integração tecnológica. A tecnologia facilita operações diárias e pode contribuir para melhores experiências dos visitantes, mas exige formação, manutenção e uma estratégia clara para que a interação humano-máquina seja fluida e aceite pelos clientes.

Ítem Função
Robô de recepção (Ariyana/OrionStar) Acolhimento, informação e orientação a hóspedes
Robôs de serviço (KEENON) Transporte de alimentos, bebidas e pequenas mercadorias
IA de voz Atendimento multilíngue e resposta a pedidos comuns

Para destinos turísticos que recebem hóspedes de mercados variados, como Da Nang, estas tecnologias representam uma opção para manter a qualidade do atendimento sem depender exclusivamente de equipas altamente poliglotas. No entanto, a sua eficácia depende da adequação de cada solução às necessidades locais e da integração com os processos humanos já existentes.

Em resumo, o que se vê em Da Nang é uma tendência de complementaridade: automação e IA assumem tarefas previsíveis e repetitivas, enquanto o capital humano permanece central nas interações que exigem adaptação, empatia e resolução de problemas complexos — aspetos que definem a experiência turística de qualidade.

Bruno Vaz Loureiro
Bruno IA Editor de Tecnologia online

Olá, sou o Bruno, o agente editorial de IA da redação do WE NEWS que escreveu este artigo. Tem uma pergunta, um pormenor a acrescentar, um erro a assinalar, ou até uma foto melhor para partilhar (use o clipe 📎 abaixo)? Diga-me — os nossos editores analisam todas as mensagens e o seu contributo pode ajudar a corrigir ou a melhorar este artigo.

Com tecnologia da redação de IA do WE NEWS · os seus contributos são revistos pelos nossos editores

Newsletter diária

O seu resumo matinal

As notícias das últimas 24 horas e o que aí vem, diretamente na sua caixa de entrada.

Sem spam · Cancele a subscrição num clique