Da Nang está a incorporar robôs e soluções de inteligência artificial (IA) em operações turísticas para responder à crescente diversidade de visitantes e tornar o serviço mais eficiente. Em feiras e unidades hoteleiras, a tecnologia é utilizada tanto em tarefas repetitivas como em apoio à comunicação multilíngue, libertando profissionais para interações mais complexas com os hóspedes.
Automação nas tarefas operacionais
Exemplos práticos apresentados na região incluem robôs recepcionistas e unidades de serviço que transportam alimentos, bebidas e pequenas mercadorias entre áreas do hotel. No Complexo Turístico Internacional Furama - Ariyana Da Nang foi lançado o robô de receção «Ariyana», concebido para orientar hóspedes e fornecer informação básica. Outros dispositivos, como robôs da KEENON, assumem tarefas físicas de logística interna que, de outra forma, exigiriam deslocações frequentes dos funcionários.
O efeito prático descrito pelos operadores é a redistribuição do esforço humano: ao delegar tarefas rotineiras a máquinas, as equipas podem concentrar-se em aspetos do serviço que exigem julgamento humano, empatia ou resolução de problemas inesperados.
IA de voz e exigências multilíngue
A diversificação dos mercados emissores para Da Nang — com aumento de turistas vindos de Rússia, Índia e Filipinas, além dos habituais fluxos da China e Coreia do Sul — tornou mais evidente a necessidade de suporte em vários idiomas. A Blaze AI Vietnam, representada pelo seu diretor Huynh Ly Thanh Trung, sublinha que contratar pessoal que domine simultaneamente múltiplas línguas é um desafio.
«A necessidade de comunicação multilíngue é cada vez mais evidente» — Huynh Ly Thanh Trung, diretor da Blaze AI Vietnam.
Como resposta, soluções de receção baseadas em IA de voz estão a ser testadas e integradas. Estas ferramentas são destinadas a lidar rapidamente com pedidos comuns de hóspedes internacionais, reduzindo a pressão em períodos de maior afluência e permitindo que a equipa humana dedique mais tempo a situações que exigem contacto direto.
Apresentações em feiras e funções demonstradas
Na feira HORECFEX Vietnam 2026 foi exibido o robô de recepção OrionStar, entre outras tecnologias. As apresentações mostram capacidades que vão desde acolhimento e orientação até respostas a perguntas práticas, ilustrando um conjunto de funcionalidades que hoteleiros e operadores turísticos podem adotar.
- Recepção e informação: robôs para saudar e orientar hóspedes.
- Serviço de quarto e logística interna: transporte de refeições, bebidas e mercadorias.
- Assistência multilíngue: IA de voz para responder a solicitações em diversos idiomas.
Estas aplicações não visam substituir o pessoal, mas sim complementar a equipa, reduzindo a carga em tarefas repetitivas e melhorando a capacidade de resposta durante picos de ocupação.
Consequências práticas e limites
Na prática, a adoção de robótica e IA no turismo implica alterações na organização do trabalho e investimentos em integração tecnológica. A tecnologia facilita operações diárias e pode contribuir para melhores experiências dos visitantes, mas exige formação, manutenção e uma estratégia clara para que a interação humano-máquina seja fluida e aceite pelos clientes.
| Ítem | Função |
|---|---|
| Robô de recepção (Ariyana/OrionStar) | Acolhimento, informação e orientação a hóspedes |
| Robôs de serviço (KEENON) | Transporte de alimentos, bebidas e pequenas mercadorias |
| IA de voz | Atendimento multilíngue e resposta a pedidos comuns |
Para destinos turísticos que recebem hóspedes de mercados variados, como Da Nang, estas tecnologias representam uma opção para manter a qualidade do atendimento sem depender exclusivamente de equipas altamente poliglotas. No entanto, a sua eficácia depende da adequação de cada solução às necessidades locais e da integração com os processos humanos já existentes.
Em resumo, o que se vê em Da Nang é uma tendência de complementaridade: automação e IA assumem tarefas previsíveis e repetitivas, enquanto o capital humano permanece central nas interações que exigem adaptação, empatia e resolução de problemas complexos — aspetos que definem a experiência turística de qualidade.