Foram colocados 49.991 estudantes na 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, o que corresponde a 88,9% das vagas, anunciou o Ministério da Educação, Ciência e Inovação. O número representa um acréscimo de 6.092 colocados face a 2025 e um aumento de 13,9% relativamente ao ano anterior, segundo os dados do Instituto para o Ensino Superior.
Mais candidatos válidos e maior procura
O total de candidatos válidos subiu para 60.513, contabilizando as reapreciações e reclamações de classificações. Trata-se de um aumento de 11.795 candidatos em relação a 2025 e de 2.212 face a 2024. O Ministério sublinha que, excluindo os anos da pandemia de COVID-19, este é o número de candidatos válidos mais elevado desde 1996.
Os resultados detalhados serão publicados no site do Instituto para o Ensino Superior às 00h01 de domingo, dia 23 de agosto; entretanto, o executivo divulgou os dados globais dois dias antes.
Distribuição por opções e tipos de instituição
Dos colocados, 26.819 ingressaram na sua primeira opção (53,6%) e 9.643 na segunda (19,3%). No total, 84,5% dos estudantes ficaram colocados numa das suas três primeiras opções.
«É o maior número de colocados da última década, com exceção de 2020, ano em que foram adotadas regras excecionais», referiu o comunicado do Ministério da Educação, Ciência e Inovação.
A análise por natureza das instituições revela uma redução «significativa» na diferença de ocupação entre universidades e politécnicos: a discrepância passou de 28,7 pontos percentuais em 2025 para 17,8 pontos percentuais em 2026. No ensino politécnico foram colocados 16.679 estudantes (33,4% do total), enquanto no ensino universitário se registaram 33.312 colocações (66,6%).
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Candidatos válidos | 60.513 |
| Colocados (1.ª fase) | 49.991 |
| Colocados na 1.ª opção | 26.819 (53,6%) |
| Colocados na 2.ª opção | 9.643 (19,3%) |
| Universitário / Politécnico | 33.312 (66,6%) / 16.679 (33,4%) |
Consequências e próximas fases
O aumento do número de colocados e de candidatos válidos reflete, em parte, uma procura reforçada pelo ensino superior público. Estes dados surgem apesar de problemas registados na correção digital dos exames nacionais, que marcaram o processo este ano.
Para os estudantes que não foram colocados, ou que pretendam alterar a sua situação, a 2.ª fase do concurso nacional de acesso arranca na próxima segunda-feira, dia 24 de agosto. A existência de mais vagas ocupadas na 1.ª fase poderá reduzir a oferta disponível nas fases seguintes, condicionando estratégias de candidatura de quem ainda procura ingresso no ensino superior.
- Maior número de colocados desde 2016 (excluindo 2020, ano excecional).
- Redução da assimetria entre universidades e politécnicos, com crescimento relativo do ensino politécnico.
- 2.ª fase do concurso inicia-se a 24 de agosto.
Os números divulgados pelo Ministério e pelo Instituto para o Ensino Superior serão escrutinados nos próximos dias por universidades, institutos politécnicos e pelo próprio setor educativo, que acompanharão a evolução das colocações remanescentes e as implicações para a gestão de vagas e orientações futuras de candidatura.
Além do impacto directo sobre os candidatos, estes resultados renovam o debate sobre a oferta formativa, a distribuição territorial das vagas e a capacidade das instituições para responder a flutuações de procura, temas que deverão merecer atenção nas próximas agendas políticas e académicas.