Uma cidadã portuguesa está entre as pessoas desaparecidas na sequência das cheias repentinas e deslizamentos que atingiram o Nepal esta quarta-feira, anunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, segundo noticiou a imprensa nacional. O desastre, desencadeado por um sismo e por uma avalanche que originaram um grande movimento de terras sobre o leito do rio Bhote Koshi, provocou uma rutura que deu origem a cheias súbitas.
Perfil do ocorrido e números conhecidos
As autoridades locais e fontes internacionais indicam que o episódio teve início após um abalo telúrico registado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que assinalou um sismo de magnitude 4,4 na região, por volta das 08h37 (hora local). A combinação de tremor, avalanche e deslizamento de terra fez com que pedras, lama e detritos bloqueassem e depois libertassem a água do rio, causando cheias que arrastaram pessoas e estruturas.
Segundo as informações divulgadas ao abrigo das quais Portugal foi informado, o balanço provisório aponta para mais de 90 mortos e cerca de 400 desaparecidos, muitos deles turistas presentes na área fronteiriça.
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Mortos | Mais de 90 |
| Desaparecidos | Cerca de 400 |
| Magnitude do sismo (USGS) | 4,4 |
Quem eram as vítimas e o alcance internacional
As autoridades nepalesas reportaram que a maioria das vítimas e dos desaparecidos são turistas estrangeiros que se encontravam junto ao posto fronteiriço da região afetada. Para além da portuguesa citada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, entre os desaparecidos estão igualmente cidadãos de:
- Espanha
- Países Baixos
- Reino Unido
- Índia
- Austrália
- África do Sul
- Malásia
As notícias sobre o incidente foram transmitidas por órgãos internacionais e locais, incluindo a CNN Portugal, que reportou o contacto com o Ministério dos Negócios Estrangeiros português.
Resposta portuguesa e meios consulares
O anúncio de que uma cidadã nacional figura entre os desaparecidos motivará — conforme o quadro habitual em situações desta natureza — a ativação de procedimentos consulares para acompanhamento das buscas, assistência a familiares e coordenação com as autoridades do Nepal e outros Estados que têm nacionais afetados.
Até ao momento não foram detalhados pela diplomacia portuguesa os meios concretos mobilizados, nem dados pessoais da cidadã, por respeito às normas de proteção da privacidade e ao trabalho em curso no terreno. As famílias e contactos próximos são, habitualmente, informados em paralelo com as autoridades locais, garantindo-se apoio jurídico e logístico quando necessário.
Contexto geográfico e riscos na região
A área afetada situa-se numa zona montanhosa onde cheias repentinas e aluviões são riscos conhecidos, especialmente durante períodos de instabilidade meteorológica ou após abalos que podem desestabilizar taludes e depositar grandes quantidades de materiais nos leitos dos cursos de água. O rio Bhote Koshi, mencionado nas comunicações, atravessa vales estreitos onde o impacto de inundações súbitas tende a ser especialmente destrutivo.
As autoridades de resgate do Nepal enfrentam desafios logísticos significativos: acesso às zonas isoladas, risco de novos deslizamentos e necessidade de coordenação entre equipas locais, forças armadas e equipas internacionais de emergência.
As informações são, por agora, provisórias e sujeitas a atualização à medida que decorrem as operações de procura e salvamento. O Governo português acompanha a situação e mantém contacto com as autoridades nepalesas e os serviços consulares para apoiar os cidadãos afetados e as suas famílias.