Portugal conquistou 21 medalhas no Campeonato do Mundo de Stickfighting, que decorreu durante seis dias em Bonn, na Alemanha, e se concluiu no domingo, anunciou a organização. A comitiva lusa arrecadou 7 ouros, 7 pratas e 7 bronzes num evento que reuniu cerca de 150 atletas de 16 países.
Composição da equipa e disciplinas
A representação portuguesa contou com 12 atletas, dos quais sete militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) e cinco civis. A seleção competiu nas vertentes de Formas, Bastão Simples (Single Stick), Bastão Duplo (Double Stick) e Live Stick. Segundo os resultados divulgados pela organização, a equipa lusa evidenciou sobretudo rendimento elevado no Bastão Simples, onde alcançou um pódio integralmente português.
- Medalhas totais: 21 (7 ouro, 7 prata, 7 bronze)
- Atletas portugueses: 12 (7 GNR, 5 civis)
- Países participantes: 16
- Atletas no evento: cerca de 150
Resultados por vertente e significado
Além do domínio no Bastão Simples, Portugal obteve «vários lugares no pódio e títulos mundiais» no Bastão Duplo, mostrando consistência nessa disciplina. A estreia da equipa portuguesa no Live Stick por equipas ficou próxima da conquista de uma medalha, o que indica progressos na adaptação a formatos mais dinâmicos e colectivos.
| Medalha | Quantidade |
|---|---|
| Ouro | 7 |
| Prata | 7 |
| Bronze | 7 |
O desempenho português reflecte, segundo a nota de imprensa da comitiva, o trabalho conjunto entre atletas civis e militares, uma fórmula que tem marcado a composição da seleção e que, de acordo com os responsáveis, tem impulsionado a afirmação internacional do stickfighting em Portugal. A participação numerosa de efectivos da GNR — mais de metade da equipa — é sublinhada como relevante para a projecção dos valores da corporação e para a promoção da modalidade.
Antecedentes e perspectivas
O Campeonato do Mundo organizado pela GSBA veio consolidar a trajectória do stickfighting como disciplina competitiva com regras definidas e diferentes formatos (formas, single, double, live). A presença e os resultados portugueses em Bonn podem potenciar maior visibilidade da modalidade no país, estimular o recrutamento de novos praticantes e justificar apoios institucionais, tanto no plano desportivo como no âmbito de iniciativas de formação e divulgação promovidas por forças de segurança e clubes civis.
Em termos internacionais, a participação de cerca de 150 atletas de 16 países demonstra que o stickfighting continua a expandir-se para além das suas raízes, atraindo competidores de diferentes regiões e contribuindo para a construção de circuitos competitivos regulares.
Os responsáveis portugueses destacam o equilíbrio entre civis e militares como um factor de sucesso, apontando para a continuidade deste modelo nas próximas edições. A consolidação de pódios e a obtenção de títulos mundiais aumentam as expectativas sobre o desempenho luso em futuros eventos e sobre a capacidade de transferência de competências entre a esfera militar e o meio desportivo civil.