Faleceu aos 69 anos Eugénio Fonseca, figura de referência no voluntariado e na ação social da Igreja em Portugal, anunciou a Diocese de Setúbal. A morte ocorreu na sequência de uma paragem cardiorrespiratória, segundo a nota tornada pública pela instituição e citada nas redes sociais pelo bispo de Setúbal, D. Américo Aguiar.
Trajetória no serviço social e eclesial
O percurso de Eugénio Fonseca ficou marcado por décadas de trabalho na Cáritas, tanto a nível diocesano como nacional. Liderou a direção da Cáritas Diocesana de Setúbal entre 1987 e 2016 e, em 1999, foi nomeado pela Conferência Episcopal para presidir à direção da Cáritas Portuguesa, cargo que manteve até 2020.
Mais recentemente, exercia a presidência da Confederação Portuguesa de Voluntariado (CVP), continuando ativo na promoção da solidariedade e do apoio às populações mais vulneráveis. A Diocese de Setúbal destacou, na nota de pesar, a dedicação do responsável «aos mais pobres, frágeis e esquecidos».
«Recorda, com profunda gratidão, a vida e o testemunho... particularmente a sua dedicação incansável aos mais pobres, frágeis e esquecidos.»
Compromisso com instituições e memória
Para além das responsabilidades nas estruturas da Cáritas, Eugénio Fonseca assumiu a presidência da Fundação D. Manuel Martins, integrando‑a na continuidade do seu trabalho em prol de uma Igreja com presença intensa junto das pessoas mais necessitadas. A nota episcopal refere ainda o empenho do dirigente na preparação das comemorações do centenário do nascimento de D. Manuel Martins, primeiro bispo de Setúbal.
- Idade: 69 anos.
- Causa comunicada: paragem cardiorrespiratória.
- Funções relevantes: presidente da Cáritas Diocesana de Setúbal (1987–2016), presidente da Cáritas Portuguesa (1999–2020), presidente da Confederação Portuguesa de Voluntariado.
Legado e reacções
Na nota publicada pelo bispo de Setúbal, o falecido é lembrado não apenas pelos cargos que ocupou, mas sobretudo pelo exemplo de serviço e pela promoção de «uma verdadeira cultura de solidariedade, proximidade e dignidade humana», surgindo como testemunho do papel social da Igreja junto dos mais vulneráveis.
O anúncio do falecimento suscitou manifestações de consternação no âmbito das instituições onde exerceu cargos de direção, que salientaram o compromisso do dirigente com a defesa das pessoas em situação de fragilidade e a sua capacidade de mobilizar recursos e voluntariado para respostas sociais sustentadas.
| Posição | Período |
|---|---|
| Cáritas Diocesana de Setúbal – Presidente da direção | 1987–2016 |
| Cáritas Portuguesa – Presidente | 1999–2020 |
| Confederação Portuguesa de Voluntariado – Presidente | Atual (até ao anúncio do falecimento) |
O bispo D. Américo Aguiar conclui a mensagem sublinhando a gratidão pela vida e pelo testemunho deixados, num momento marcado pela dor e pela «saudade» entre os que com ele colaboraram e testemunharam o seu trabalho.
As cerimónias fúnebres e eventuais outras comunicações relativas à despedida serão divulgadas pelas instituições competentes quando estiverem definidas.