A ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, afirmou esta sexta‑feira que as Festas do Povo de Campo Maior têm um «grande significado» e representam a identidade do território e da sua região. As declarações foram prestadas à agência Lusa, durante a inauguração oficial da edição de 2026 dos festejos, classificados pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade.
Uma festa feita pela comunidade
Ao sublinhar que se tratava da sua primeira visita ao evento — «é a primeira vez que venho e é extraordinário», afirmou — a ministra realçou o carácter popular e comunitário da manifestação. Para Margarida Balseiro Lopes, as festividades possuem alcance que ultrapassa o âmbito local: «um grande significado local, regional, nacional e reconhecido já pela UNESCO também a nível internacional», disse.
«Era mais do que um grande entusiasta. Era também um embaixador extraordinário deste concelho, desta região e do país», declarou a ministra, evocando a figura de Rui Nabeiro.
Na mesma intervenção, a governante recordou o vínculo das festas a Rui Nabeiro (1931‑2023), fundador da Delta Cafés e natural da vila de Campo Maior, sublinhando o impacto do seu entusiasmo e a dimensão simbólica que deixou à comunidade.
Reacções locais e expectativas
O presidente da Câmara de Campo Maior, Luís Rosinha, disse que as Festas do Povo começaram «de uma forma fantástica» e antecipou que o número de visitantes no primeiro dia «vai superar as expectativas». O autarca elogiou ainda o trabalho da população, que considerou «a alma» das festas e motivo de orgulho para os campomaiorenses.
Também o presidente da Associação das Festas do Povo de Campo Maior, João Manuel Nabeiro, manifestou satisfação com o andamento da iniciativa, apontando o momento como propício para celebrar e acolher visitantes.
Significado patrimonial e turístico
As Festas do Povo de Campo Maior são reconhecidas pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade; tal distinção coloca o evento no mapa internacional das manifestações populares que combinam tradição, participação coletiva e expressão identitária. A visita da ministra, numa edição que junta residentes e forasteiros, destaca-se ainda pelo eco mediático e pela oportunidade de reforçar políticas culturais e de promoção territorial.
- Reconhecimento UNESCO: classificação como Património Cultural Imaterial da Humanidade.
- Participação comunitária: a organização e execução das festas são maioritariamente da responsabilidade da população local.
- Ligação simbólica: referência constante à figura de Rui Nabeiro e ao seu papel como embaixador da região.
| Interveniente | Posição | Mensagem principal |
|---|---|---|
| Margarida Balseiro Lopes | Ministra da Cultura, Juventude e Desporto | Enfatizou o significado identitário e o reconhecimento internacional das festas |
| Luís Rosinha | Presidente da Câmara de Campo Maior | Adiantou que os visitantes superaram expectativas e elogiou a comunidade |
| João Manuel Nabeiro | Presidente da Associação das Festas do Povo | Manifestou satisfação com o desenrolar da iniciativa |
Do ponto de vista cultural, a atenção governamental a iniciativas desta natureza tende a reforçar estratégias de salvaguarda e de promoção do património imaterial, ao mesmo tempo que pode impulsionar dinâmicas locais de economia criativa e turismo cultural. Para Campo Maior, vila sede de concelho no distrito de Portalegre, as festas são um dos mais visíveis sinais de identidade e atração.
O exame da edição de 2026 seguirá agora com a observação do impacto mediático, do afluxo de visitantes e da amplitude das actividades programadas, elementos que poderão influenciar futuras opções de apoio institucional e de promoção cultural no território.
As declarações recolhidas à margem da inauguração, a apreciação dos responsáveis locais e o reconhecimento internacional reforçam a ideia de que as Festas do Povo continuam a funcionar como um terreno onde se cruzam memória, criação coletiva e representações contemporâneas da comunidade.