As classificações médias dos exames nacionais do ensino secundário realizados em julho melhoraram em 16 das 24 disciplinas face à 2.ª fase do ano passado, anunciou esta quarta-feira o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI). Entre os recuos registados, salientam-se as descidas em Matemática A, Biologia e Geologia e Física e Química.
Volume de provas e variação face ao ano anterior
Entre os dias 21 e 24 de julho realizaram-se 85.745 provas em 24 disciplinas, um número inferior ao observado na 2.ª fase de 2025/2026, com uma redução de 2.663 provas. O MECI divulgou os dados agregados que permitem comparar o desempenho médio dos exames realizados nesta época do ano com os da 2.ª fase anterior.
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Total de provas realizadas (21–24 julho) | 85.745 |
| Disciplinas com dados | 24 |
| Variação face a 2025/2026 | -2.663 provas |
| Disciplinas com subida média | 16 |
Áreas em que as médias desceram
Apesar da maioria das disciplinas apresentar melhoria nas médias, o relatório do MECI destaca descidas em disciplinas de grande peso no currículo do ensino secundário. Entre as que registaram uma redução nas classificações médias estão:
- Matemática A
- Biologia e Geologia
- Física e Química
O balanço global revela um panorama misto: as melhorias generalizadas em duas em cada três disciplinas contrastam com recuos em áreas científicas e matemáticas que são determinantes para prosseguimento de estudos em ciências e engenharias.
Contexto e implicações
Os resultados divulgados pelo MECI refletem a prestação de alunos do 11.º e 12.º ano nas provas de julho, época destinada habitualmente a quem precisa de melhorar classificações, recuperar aprovação ou concluir provas adiadas. A redução do número total de provas em relação à 2.ª fase anterior pode decorrer de variações na composição dos candidatos ou nas necessidades de realização de exames, informação que o Ministério agrega nas suas estatísticas.
A melhoria em 16 disciplinas pode ser lida como um sinal positivo para políticas de acompanhamento e para a preparação dos alunos ao longo do ano letivo; por outro lado, a descida em disciplinas nucleares como Matemática A e Física e Química volta a colocar a questão da formação e acompanhamento em áreas STEM, frequentemente centrais nas políticas de ensino superior e profissional.
Os dados agora divulgados serão utilizados por escolas, direções e pelo Ministério para avaliar necessidades de intervenção pedagógica e reforço de ensino nas disciplinas em que se verificaram recuos. Em anos anteriores, oscilações nas médias motivaram debates sobre currículos, modelos de exame e recursos de apoio ao estudo, temas que permanecem na agenda pública sempre que os resultados nacionais são tornados públicos.
O MECI continuará a publicar informação detalhada sobre os exames e rankings por disciplina e estabelecimento de ensino, permitindo um acompanhamento mais granular do desempenho por regiões e unidades escolares.
Para alunos e famílias, as médias divulgadas inspiram decisões sobre recursos de preparação, inscrição em novas fases de exames e escolhas para o percurso pós-secundário. Para as escolas, constituem um sinal de alerta ou de confirmação de estratégias de ensino que podem exigir reforço ou continuidade.
Os dados oficiais serão complementados, nas próximas semanas, por análises e relatórios que desagreguem os resultados por escalões, género e agrupamentos de escola, quando o Ministério disponibilizar os conjuntos de dados completos.