Marisa Monte actuou na última sexta‑feira, dia 11, no Auditório Parco della Musica, em Roma, palco da única paragem italiana da digressão Phonica. A cantora brasileira subiu ao palco acompanhada por uma orquestra de 55 músicos e apresentou um alinhamento composto por alguns dos temas que marcaram a sua carreira.
O concerto, segundo relatos, reuniu o público romano que respondeu com entusiasmo: houve danças no espaço e aplausos de pé ao longo da noite. No repertório constaram canções reconhecidas do grande público, entre as quais «Vilarejo», «Beija Eu», «Infinito Particular», «Ainda Bem», «Diariamente», «Amor I Love You» e «Não Vá Embora», temas que atravessam diferentes fases do seu percurso artístico.
Um concerto com dimensão orquestral
A presença de uma orquestra de 55 instrumentistas conferiu à sessão uma escala e uma densidade sonora fora do comum para um recital de música popular contemporânea. A escolha de trabalhar com uma formação dessa dimensão revela uma intenção de reescrever arranjos e de potenciar a relação entre a voz da intérprete e as diferentes secções orquestrais — uma decisão que salienta a componente clássica e sinfónica que sempre fez parte da formação e dos interesses da artista.
- Data: última sexta‑feira, dia 11;
- Local: Auditório Parco della Musica, Roma;
- Formação: orquestra com 55 músicos;
- Digressão: única parada em Itália da turnê «Phonica».
O episódio em Roma ganha contornos simbólicos se considerado em larga escala: Marisa Monte mantém um vínculo histórico com a Itália. A cantora instalou‑se em Roma aos 18 anos para estudar técnica vocal clássica, movida pela paixão pela ópera — um elemento biográfico que explica a facilidade com que transita entre universo popular e referências eruditas.
Repertório e recepção
O alinhamento da noite focou-se em canções que já fazem parte da memória coletiva do seu público, reunindo baladas e peças de andamento mais rítmico. A reacção dos espectadores traduziu‑se em movimentos de dança e longos aplausos, sinais de uma aceitação calorosa por parte do auditório romano.
| Elemento | Detalhe |
|---|---|
| Turnê | Phonica |
| Paragem em Itália | Única (Roma) |
| Formação musical | Orquestra de 55 músicos |
| Local do concerto | Auditório Parco della Musica |
| Principais temas | «Vilarejo», «Beija Eu», «Infinito Particular», «Ainda Bem», «Diariamente», «Amor I Love You», «Não Vá Embora» |
Embora a passagem por Roma tenha sido a única em território italiano desta digressão, ela reforça o laço duradouro entre a artista e o país onde iniciou uma parte da sua formação. Essa relação histórica ilumina a escolha de repertório e a concepção do espectáculo, que equilibra a intimidade das canções com uma orquestração ampla.
Sem abundar em declarações públicas registadas pelos organizadores, o concerto deixou no público e na crítica presentes sinais de reconhecimento pela forma como a intérprete conjugou memória, técnica e espectáculo sinfónico. Para quem acompanha o seu percurso, a noite em Roma será recordada como mais um momento em que a artista articula o popular e o erudito, mantendo a atenção ao detalhe interpretativo e à riqueza tímbrica proporcionada por uma formação orquestral.