Saúde

Madeira acolhe encerramento do InnoMedCatalyst e reúne startups europeias de saúde digital

Dez startups de cinco países apresentaram soluções em medicina de precisão, inteligência artificial e monitorização de doentes no Demo Day do InnoMedCatalyst, que marca o fim da segunda edição do programa europeu de aceleração apoiando 27 empresas.

Madeira acolhe encerramento do InnoMedCatalyst e reúne startups europeias de saúde digital
©Ilustração Sofia Marques Antunes / we-news.com

No Funchal, um encontro internacional focado na inovação em saúde juntou esta quinta-feira empresas, investidores e responsáveis hospitalares para apresentar soluções nas áreas de medicina de precisão, inteligência artificial, oncologia, saúde mental, diagnóstico clínico e monitorização de doentes. O evento marcou o encerramento da segunda edição do programa europeu de aceleração InnoMedCatalyst, impulsionado por um consórcio que termina este ano.

Encerramento de programa e demonstração de projetos

O InnoMedCatalyst Demo Day – Madeira, organizado localmente pela Startup Madeira e realizado no Hotel NEXT, reuniu dez startups provenientes de Portugal, Espanha, Grécia, Polónia e Bulgária. As empresas tiveram oportunidade de apresentar os seus projetos perante um júri internacional composto por investidores, gestores hospitalares e especialistas em inovação.

Segundo a organização, a segunda edição do programa apoiou um total de 27 startups, spin‑offs e pequenas e médias empresas nas áreas MedTech e HealthTech. O consórcio que coordena o InnoMedCatalyst envolve 13 parceiros de oito países e concentrou esforços no desenvolvimento de soluções digitais aplicadas à saúde, bem como na medicina personalizada.

«O que nós juntamos aqui é um conjunto de pessoas que vão pensar no sector da saúde e no futuro do sector da saúde», afirmou Carlos Lopes, da Startup Madeira, citado pelo DIÁRIO.

Objetivos e impacto regional

A presença do Demo Day na Região Autónoma da Madeira foi apontada pelos organizadores como uma oportunidade para aproximar o ecossistema regional das redes europeias de inovação e para posicionar a região na captação de futuras oportunidades de financiamento por parte da União Europeia. A Startup Madeira integra o InnoMedCatalyst na sua função de incubadora e aceleradora.

Para além da conferência, os parceiros internacionais mantêm uma agenda de trabalho na região, com visitas previstas a organismos e infraestruturas locais ligadas à prestação de cuidados de saúde. Estão agendadas visitas ao Centro de Simulação Clínica do SESARAM, ao novo Hospital Central e Universitário da Madeira e à empresa CoolZoone, bem como a realização de um workshop dedicado à identificação de futuras oportunidades de colaboração.

  • 10 startups apresentaram projetos no Demo Day;
  • 27 empresas foram apoiadas ao longo da segunda edição do programa;
  • 13 parceiros de 8 países integram o consórcio;
  • Setores em destaque: medicina personalizada, IA, oncologia, saúde mental, diagnóstico e monitorização.

Relevância para o sistema de saúde

Especialistas e responsáveis presentes no Demo Day avaliaram as soluções apresentadas em função da sua aplicabilidade em ambientes clínicos, capacidade de integração com sistemas de saúde existentes e potencial para atrair investimento. A combinação de investidores, mentores, hospitais e aceleradoras no mesmo espaço pretende acelerar a transição das ideias para projetos testáveis e escaláveis.

A iniciativa insere‑se num movimento europeu de aposta na digitalização e inovação da saúde, com a ambição de promover respostas clínicas mais precisas e eficientes. Para a organização regional, o evento também serve para reforçar a visibilidade da Madeira como palco de iniciativas tecnológicas e científicas, e para promover parcerias que possam traduzir‑se em projetos concretos no território.

Elemento Valor
Startups no Demo Day 10
Empresas apoiadas na edição 27
Parceiros do consórcio 13
Países envolvidos 8

O encerramento desta segunda edição do InnoMedCatalyst ocorre num momento em que as autoridades e actores do setor procuram transformar avanços tecnológicos em soluções que melhorem a prestação clínica, mantenham a sustentabilidade dos serviços e tornem os sistemas de saúde mais resilientes. A continuidade e o impacto efetivo dependerão da capacidade de converter o interesse e as apresentações públicas em parcerias, testes clínicos e financiamento sustentado.

Sofia Marques Antunes
Sofia IA Editora de Saúde online

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