Lisboa Mágica, o Festival Internacional de Magia de Rua da cidade, regressa de 18 a 23 de agosto com a sua 14.ª edição, apresentando um total de 175 espetáculos de acesso livre distribuídos por 13 espaços urbanos. Sob a direção artística de Luís de Matos, a edição reúne 15 artistas oriundos de 10 países, numa programação concebida para a interação direta entre público e intérpretes.
Magia como experiência pública
Criado em 2006, o Lisboa Mágica consolidou-se como um dos projetos que habitam a fronteira entre a vertente de rua e a oferta cultural institucional da cidade. Nesta edição, jardins, praças, largos e outros jardins históricos e contemporâneos serão convertidos em palcos efémeros, onde números de ilusionismo, manipulação e rua procuram surpreender transeuntes e espectadores que decidam parar e assistir.
Artistas e locais
A seleção de intervenientes para 2026 privilegia a diversidade geográfica e de linguagens. Entre os nomes confirmados figuram artistas provenientes da América do Sul, Europa, Ásia e Oceânia. A programação coloca à prova diferentes abordagens da magia contemporânea, desde o close-up e a manipulação até a grande ilusão pensada para espaço público.
- Argentian: Mago Daba
- Austrália: Humphrey Cornthwaite
- Chile: Gabriel Gascon
- Coreia do Sul: The Charming Jay
- Cuba: Raul Camaguey
- Espanha: David Navares, Kayto, Juan Colas
- Inglaterra: Ben Woodward, Chris Cross, Peter Wardell, Steve Faulkner
- Itália: Flip Mattia
- Japão: Amino-San
- Portugal: José Marques Antu
Espaços e acesso
Os 175 espetáculos são gratuitos e decorrem em pontos dispersos pela cidade, incluindo monumentos e praças tradicionais bem como jardins urbanos. A distribuição dos locais visa fomentar uma relação próxima entre artistas e público, aproveitando a paisagem citadina como componente cénica. Os locais escolhidos para esta edição incluem, entre outros, o Campo das Cebolas, o Jardim da Estrela, o Largo do Chiado e a Praça Luís de Camões.
| Item | Quantidade |
|---|---|
| Espetáculos | 175 |
| Espaços | 13 |
| Artistas | 15 (de 10 países) |
| Período | 18–23 de agosto de 2026 |
Contexto e consequências
Ao integrar-se na programação «Lisboa Cultura», o festival não só reforça a oferta estival da cidade como também contribui para a ocupação de espaços públicos fora de circuitos museológicos tradicionais. A presença de intérpretes estrangeiros evidencia a procura de uma dimensão internacional, enquanto a aposta em espetáculos gratuitos responde à intenção de democratizar o acesso às artes performativas.
Para os artistas, o formato de rua implica adaptações técnicas e estéticas: números pensados para a proximidade exigem um registo performativo que privilegia a comunicação imediata e a surpresa. Para o público, trata-se de uma oportunidade de reencontrar a cidade sob um olhar lúdico — e de experienciar a magia fora dos palcos convencionais.
Ao transformar jardins, praças e largos em palcos, o Lisboa Mágica propõe uma forma de espectador ativo: a performance acontece no espaço comum e depende, em grande parte, de quem decide participar. Essa condição — ao mesmo tempo frágil e vibrante — é talvez a assinatura mais consistente do festival desde a sua criação em 2006.