O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) registou em julho de 2026 um total de 153.233 chamadas recebidas pelos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), o número mais elevado do ano e um acréscimo de 7,7% relativamente a julho de 2025, quando foram atendidos 142.300 contactos.
Comparação com outros meses de 2026
Os dados divulgados pelo INEM mostram que julho não só superou o mesmo mês do ano anterior como ultrapassou também o valor registado em janeiro de 2026, que contabilizou 144.401 chamadas. Ao longo do mês de julho, a média diária foi de 4.943 chamadas e houve sete dias em que foram ultrapassadas as 5.000 chamadas atendidas.
| Período | Chamadas |
|---|---|
| Julho 2026 | 153.233 |
| Julho 2025 | 142.300 |
| Janeiro 2026 | 144.401 |
| Média diária (Julho 2026) | 4.943 |
Calor, seca e aumento da procura
O INEM associa o aumento das chamadas às altas temperaturas registadas no mês, reconhecendo que não é possível quantificar de forma direta quantas chamadas se devem especificamente ao calor, porque os sintomas relacionados com temperaturas elevadas podem enquadrar‑se em protocolos clínicos distintos. Ainda assim, o instituto refere que tem verificado «um aumento da procura associado aos efeitos do calor na saúde da população».
«Entre as situações mais frequentes encontram‑se a desidratação, a exaustão e o golpe de calor, bem como o agravamento de doenças crónicas»
O organismo chama também a atenção para os grupos considerados mais vulneráveis: idosos, crianças e doentes crónicos. O INEM recorda as recomendações das autoridades de saúde, que incluem hidratação adequada e permanência em locais frescos, e apela a uma utilização responsável do número 112, reservada a situações de verdadeira emergência.
Consequências para os serviços de emergência
O aumento das chamadas durante ondas de calor e períodos de seca tende a pressionar os recursos dos serviços de emergência médica — desde a triagem telemática até ao envio de meios no terreno — sobretudo quando se acumulam dias com mais de cinco mil contactos. O INEM sublinha que a combinação de temperaturas elevadas, ausência de chuva e a expansão da situação de seca «podem agravar os efeitos do calor na saúde da população e contribuir para uma maior procura dos serviços de emergência médica».
Perante este cenário, as autoridades de saúde insistem nas medidas preventivas e na identificação precoce de sinais de desidratação e exaustão térmica, especialmente em lares de idosos, creches e entre doentes com patologias crónicas. A mensagem dirigida à população é dupla: adotar comportamentos que reduzam o risco e reservar o recurso ao 112 para casos que exijam intervenção urgente.
- 153.233 chamadas registadas em julho de 2026.
- Aumento de 7,7% em relação a julho de 2025.
- Grupos mais vulneráveis: idosos, crianças e doentes crónicos.
Os números divulgados pelo INEM colocam o foco nas consequências do calor extremo para a saúde pública e na necessidade de que a resposta dos serviços de emergência seja simultaneamente eficaz e devidamente dimensionada para períodos de maior procura.