O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, lançou um apelo dirigido a jovens de 11 a 17 anos — nacionais e estrangeiros — para que redijam «uma frase em favor da paz» que será levada à Assembleia-Geral das Nações Unidas em Nova Iorque. A iniciativa, que tem prazo de receção até 15 de setembro, abre uma porta simbólica de participação cívica internacional que pode interessar escolas, associações juvenis e famílias na Horta e nas restantes ilhas dos Açores.
Conflitos a abordar e formato das propostas
As mensagens propostas pelos jovens destinam-se a tratar de «lugares do mundo onde persistam conflitos armados», com referências explícitas a zonas como Gaza, Ucrânia, Sudão e Myanmar, entre outras. O Presidente Ramos-Horta sublinha a necessidade de ouvir vozes que promovam a paz, a tolerância, os direitos humanos, a solidariedade e a cooperação internacional — valores constantes da Carta das Nações Unidas.
As regras de participação solicitam que a frase seja escrita à mão e acompanhada de uma fotografia do texto manuscrito com assinatura, bem como da respectiva transcrição digital. Depois de recolhidas, as mensagens serão avaliadas pelo gabinete presidencial timorense, que selecionará a proposta vencedora para ser apresentada aos líderes mundiais e às autoridades internacionais presentes na Assembleia-Geral.
- Idade dos participantes: 11 a 17 anos (nacionais e estrangeiros).
- Prazo de envio: até 15 de setembro.
- Formato: frase manuscrita + fotografia com assinatura + texto digital.
- Premiação: um prémio monetário no valor de 100 dólares.
- Anúncio do vencedor: previsto entre 16 e 19 de setembro.
Agenda internacional e oportunidade simbólica
O desafio de Ramos-Horta enquadra-se na participação do Presidente de Timor-Leste na 81.ª sessão da Assembleia-Geral das Nações Unidas, marcada para decorrer entre 20 e 25 de setembro em Nova Iorque. A intenção anunciada é clara: dar voz às novas gerações num foro onde se reúnem representantes dos Estados e das grandes potências regionais e globais.
«A frase deverá expressar uma mensagem de paz para o Médio Oriente, Gaza, o Líbano, Israel, o Irão, a Ucrânia, o Sudão, Myanmar e todos os lugares do mundo onde persistam conflitos armados».
Para as comunidades insulares, como a da Horta, a proposta assume uma dupla relevância. Por um lado, trata-se de uma oportunidade pedagógica para trabalhar temas de cidadania global nas escolas e nos clubes juvenis; por outro, remete para a tradição açoriana de olhar o mundo a partir do mar, cultivando a ideia de que mesmo pequenas comunidades podem participar em diálogos internacionais através de gestos concretos.
Como poderão actuar escolas e associações na Horta
Sem necessidade de deslocações, turmas do ensino básico e secundário, centros de actividades juvenis e bibliotecas locais podem incentivar um exercício criativo e cívico: pedir aos alunos que elaborem uma frase, escreverem-na à mão, fotografarem o original e digitalizarem o texto para envio. O prazo de 15 de setembro exige alguma rapidez na planificação, pelo que propostas que integrem tempo de oficina nas próximas semanas são recomendáveis.
| Data | Evento |
|---|---|
| 15 de setembro | Prazo de envio das frases manuscritas |
| 16 a 19 de setembro | Anúncio do vencedor |
| 20 a 25 de setembro | 81.ª sessão da Assembleia-Geral das Nações Unidas |
A organização do desafio prevê ainda a atribuição de um prémio no valor de 100 dólares ao autor da frase escolhida. A proposta vale, no entanto, sobretudo pelo alcance simbólico: a hipótese de uma mensagem escrita por um jovem ser lida perante líderes mundiais num momento em que o diálogo e a cooperação internacional são frequentemente lembrados como essenciais para a resolução de crises.
As instruções completas para envio constam do comunicado divulgado pelo gabinete do Presidente de Timor-Leste. Para a Horta, a iniciativa é um lembrete de que, mesmo à distância do continente e no coração do Atlântico, os jovens açorianos podem tomar parte em iniciativas que promovam a paz e a solidariedade global.