O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) divulgou hoje uma previsão meteorológica que aponta para condições sobretudo favoráveis à observação do eclipse solar marcado para a tarde de 12 de agosto em Portugal continental. O fenómeno será, em larga medida, visível com céu pouco nublado ou limpo, segundo o Instituto.
Condições gerais e riscos localizados
Durante o período do eclipse — que decorre entre as cerca das 18:30 e as 20:30, com o máximo próximo das 19:30 — o IPMA prevê que “o céu deverá apresentar‑se pouco nublado ou limpo na generalidade do território do continente, condição que favorece uma boa visualização do fenómeno”.
«o céu deverá apresentar‑se pouco nublado ou limpo na generalidade do território do continente, condição que favorece uma boa visualização do fenómeno»
O Instituto alerta, contudo, para uma probabilidade estimada em cerca de 25% de formação de nebulosidade baixa em algumas regiões do litoral norte e centro — um padrão que, sublinha, é relativamente comum no verão.
Onde e como será visível em Portugal
Trata‑se de um acontecimento raro em Portugal: desde 1912 que o país não assistia a um eclipse solar de expressão nacional desta natureza. A totalidade do eclipse — ocultação total do disco solar pela Lua — ocorrerá apenas numa faixa restrita do território, concretamente no Parque Natural de Montesinho, no nordeste transmontano. Nessa área, a escuridão será mais intensa, com um intervalo de noite temporária estimado em cerca de 26 segundos.
Na maior parte do continente o fenómeno será parcial, com percentagens de ocultação entre 92% e 99%, o que ainda assim implica um escurecimento significativo da luz ambiente.
| Local | Tipo de eclipse | Percentual/Observação |
|---|---|---|
| Parque Natural de Montesinho | Total | 100% — noite por cerca de 26 segundos |
| Maioria do continente | Parcial | 92%–99% de ocultação |
Contexto geográfico e temporal
O eclipse deste ano terá também visibilidade noutros pontos do globo, incluindo uma faixa que atravessa o Ártico, a Gronelândia, a Islândia e Espanha. Em Portugal, o fenómeno inicia‑se no final da tarde e prolonga‑se por cerca de duas horas no seu conjunto — início por volta das 18:30, fim por volta das 20:30, com o máximo às 19:30.
O IPMA sublinha a raridade do evento para Portugal: o país não via um eclipse desta natureza desde 1912 e só voltará a ocorrer outro em 2144, segundo os dados citados pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
Recomendações práticas
Para quem pretende observar o eclipse, as previsões meteorológicas são favoráveis em termos gerais, mas a existência de nebulosidade baixa em partes do litoral norte e centro pode condicionar a visibilidade local. Algumas notas úteis para observação segura e informada:
- Verificar as previsões locais mais próximas do evento, sobretudo nas zonas costeiras do norte e centro onde há ~25% de probabilidade de nebulosidade baixa;
- Usar equipamento adequado para observação solar (óculos com filtros certificados) para evitar danos oculares;
- Considerar deslocações para áreas com menor risco de neblina ou cobertura de nuvens, caso seja desejada a observação direta do máximo do eclipse.
O IPMA e as instituições científicas sublinham igualmente que o efeito visual será uma redução da luminosidade durante a fase visível do eclipse, sendo a experiência sensorial mais intensa na faixa de totalidade, em Montesinho.
Esta previsão meteorológica, atualizada pelo IPMA, deve ser consultada novamente nas vésperas do evento para confirmar a evolução das condições locais. Para além do interesse científico e turístico, o eclipse constitui um momento de observação pública com impacto em atividades ao ar livre e eventos planeados para a data.