Uma visita guiada de crianças de uma escola de educação infantil a uma horta urbana voltou a colocar no centro do debate a importância da educação ambiental e da aproximação das gerações mais jovens às práticas agrícolas e à produção de alimentos. A iniciativa, realizada a 19 de agosto, teve a participação dos proprietários da horta e da equipa técnica da área ambiental do município.
Contacto direto com a terra e com os ciclos
Durante a ação, as crianças tiveram oportunidade de conhecer as diferentes culturas que crescem na horta, ajudar na colheita de legumes e plantar mudas. A experiência prática ilustra, de forma clara, como a produção de alimentos se articula com os ciclos naturais e com o trabalho quotidiano dos agricultores.
“É sempre positivo que os alunos das escolas tenham contato com a natureza e com a agricultura, e visitas a hortas atingem este objetivo. As crianças recebem a devida educação ambiental e entendem, na prática, como a natureza faz parte de nosso cotidiano e como ela sustenta nossas vidas com alimentos saudáveis”
O comentário acima foi proferido pela diretora responsável pela educação ambiental, planeamento, projectos e agricultura, que acompanhou a actividade e evidenciou que a observação directa e a participação em tarefas agrícolas são fundamentais para consolidar conceitos de sustentabilidade desde a infância.
Da iniciativa local às implicações para ilhas
Os responsáveis municipais realçaram igualmente que a educação ambiental é um tópico para o qual a autarquia dá particular atenção, defendendo que uma sociedade bem-formada quanto aos princípios de sustentabilidade tem menor propensão para degradar o meio ambiente. Este discurso assume uma ressonância particular nas ilhas: a insularidade acentua a dependência de territórios limitados, dos recursos locais e de cadeias curtas de abastecimento.
- Actividade: visita guiada a horta urbana
- Data: 19 de agosto
- Participantes: crianças de uma escola de educação infantil, proprietários da horta, equipa de educação ambiental do município
- Objectivos: contacto com a natureza, colheita, plantação de mudas e divulgação da agricultura urbana
Num arquipélago como os Açores, onde a agricultura e o mar moldam identidades e modos de vida, iniciativas que fomentem o conhecimento sobre ciclos produtivos, soberania alimentar e consumo de produtos locais podem ter efeitos duradouros. O contacto precoce das crianças com hortas aproxima-as de práticas de autoprodução e de um entendimento prático da origem dos alimentos.
Registos e actores da acção
A actividade desenvolveu-se numa horta situada numa artéria urbana, com a participação dos proprietários e da equipa municipal de educação ambiental. Nas palavras de uma das responsáveis pelo pelouro do ambiente:
“A educação ambiental é tópico para o qual a Prefeitura de Americana dá bastante importância. Uma sociedade bem-educada, que compreende bem os princípios e noções de sustentabilidade ambiental desde a infância, tem menos probabilidade de degradar o meio ambiente. Visitas guiadas são sempre bem-vindas nesse sentido”
| Elemento | Descrição |
|---|---|
| Escola | Escola de Educação Infantil Algodão Doce |
| Local | Horta São Vito, Rua Tercílio Brunelli, n.º 473 |
| Proprietários da horta | Ronival Cassiano Pimenta e Edizelia Aparecida Pimenta |
| Acções realizadas | Colheita de legumes, plantação de mudas, explicações sobre agricultura urbana |
Ao envolver proprietários locais e equipas técnicas, a actividade serviu também para reforçar laços entre cidadãos, instituições educativas e poderes locais — uma cadeia de colaboração que é especialmente valiosa em contextos insulares, onde recursos humanos e logísticos são mais limitados e a proximidade entre agentes facilita projectos de pequena escala com impacto comunitário.
O exemplo desta visita escolar sublinha a necessidade de manter programas que promovam a literacia ambiental desde cedo, integrando conhecimentos práticos com conceitos de sustentabilidade. Nas ilhas, onde o mar e a terra são vetores de vida e identidade, essas experiências ajudam a formar cidadãos mais conscientes das especificidades e fragilidades do seu território.
Reportagem local e acompanhamento das actividades ambientais continuam a ser instrumentos importantes para registar e disseminar boas práticas que possam ser replicadas noutras escolas e comunidades, promovendo uma relação mais sustentável entre as pessoas e os ecossistemas que as sustentam.