Uma intervenção conjunta da GNR e dos serviços municipais foi desencadeada esta tarde em Vila Real após o aparecimento de peixes mortos a boiar no rio Corgo, junto ao parque ribeirinho daquela cidade. As circunstâncias do episódio estão ainda a ser apuradas.
Acções no terreno e recolha de provas
Através da linha SOS Ambiente e Território, o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR foi alertado para o incidente. Fonte da GNR explicou que foi enviada "uma patrulha dos Serviços do Ambiente para fazer o reporte fotográfico" e avaliar a dimensão e gravidade do fenómeno.
Os serviços municipais de ambiente da Câmara de Vila Real foram também informados e, contactados pela Lusa, indicaram que iniciarão trabalhos de limpeza naquela área do rio durante a tarde, trabalhos que deverão prolongar-se até segunda-feira.
Investigação aberta com hipóteses em análise
Apesar de ainda não haver uma conclusão sobre o que provocou o aparecimento dos animais mortos, as autoridades procederam à colheita de amostras de água e de peixes com o objectivo de clarificar as causas — nomeadamente para verificar se houve descarga poluente ou outra fonte de contaminação.
«A redução grande do caudal»
A mesma fonte da autarquia admitiu que uma forte diminuição do caudal do rio pode explicar o fenómeno observado, sem contudo excluir outras hipóteses. A investigação inclui a análise laboratorial das amostras recolhidas.
Consequências e procedimentos
O aparecimento de peixes mortos em massas de água interiores é um sinal de alerta que exige respostas rápidas e medidas de gestão que, neste caso, passam por:
- inspeção visual e fotográfica do local por elementos do SEPNA;
- limpeza e remoção dos animais que se encontravam na margem pelo município;
- recolha e envio de amostras de água e de peixes para análise;
- monitorização posterior do troço do rio afetado.
Estas acções visam reduzir riscos imediatos de contaminação localizada e obter evidência científica que permita identificar a origem do problema — seja esta de natureza hidráulica, toxicológica ou outra.
| Medida | Estado |
|---|---|
| Inspeção e reporte fotográfico | Em curso (SEPNA/GNR) |
| Limpeza da margem | Programada para a tarde e prolongamento até segunda-feira (serviços municipais) |
| Colheita de amostras | Realizada (água e peixes) |
Contexto ambiental
Em rios de pequena dimensão, como o Corgo, variações no caudal — por exemplo devido a seca sazonal, captações ou outras alterações hidrológicas — podem concentrar poluentes e reduzir a capacidade de diluição, aumentando o risco de mortalidade ictiológica. Por outro lado, descargas pontuais de substâncias químicas ou efluentes com carga orgânica elevada também são causas conhecidas de mortandade de peixes.
As conclusões da investigação dependem agora dos resultados laboratoriais das amostras recolhidas e do cruzamento de informação sobre eventuais descargas industriais, agrícolas ou domésticas na bacia hidrográfica do Corgo nas horas e dias anteriores ao aparecimento dos animais.
Até que esses resultados sejam divulgados pelas autoridades competentes, tanto a GNR como a autarquia de Vila Real mantêm as acções de limpeza e monitorização do troço afetado, numa tentativa de mitigar impactos imediatos sobre a qualidade da água e sobre os usos recreativos e ambientais do rio.
Notícias complementares serão divulgadas assim que as autoridades disponibilizem mais dados sobre as análises em curso e as conclusões preliminares da investigação.