Desporto

Faltam 1.351 dias para o Mundial 2030: aposta em infra‑estruturas, mobilidade e legado desportivo

Responsáveis do Governo, da Federação Portuguesa de Futebol e da TAP encerraram o Portugal Summit Football e sublinharam a importância de sustentabilidade, turismo e legado para a prática feminina e para pessoas com deficiência.

Faltam 1.351 dias para o Mundial 2030: aposta em infra‑estruturas, mobilidade e legado desportivo
©Ilustração Diogo Nunes Peixoto / we-news.com

Faltam 1.351 dias para o pontapé de saída do Mundial de futebol de 2030, lembrou esta sexta‑feira o secretário de Estado do Desporto, numa intervenção que encerrou a edição anual do Portugal Summit Football. A sala reuniu responsáveis políticos e dirigentes desportivos que voltaram a colocar o foco nas exigências logísticas, nas oportunidades para o turismo e na necessidade de um legado que ultrapasse a dimensão estritamente competitiva do torneio.

Voos, cidades e infraestrutura: a logística de um torneio com 48 equipas

Caberam a Pedro Dias, secretário de Estado do Desporto, a António Laranjo, diretor executivo da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), a Luís Rodrigues, CEO da TAP, e a Lídia Monteiro, do Conselho de Administração de Turismo da TAP, as palavras finais do encontro que decorreu na Cidade do Futebol, em Oeiras. A organização do Mundial — que envolverá 48 equipas — foi apresentada como uma oportunidade para acelerar investimentos e reforçar infra‑estruturas e mobilidade.

«Falamos do maior evento desportivo do Mundo, com visibilidade extraordinária, que colocará Portugal/Espanha/Marrocos no epicentro. Queremos entregar um evento extraordinário e proporcionar a quem participa ou visita a melhor experiência da vida deles, é nisto que temos de nos focar», afirmou o secretário de Estado.

«O legado que o evento vai deixar após a sua conclusão [...] gostaria que fosse no plano de desenvolvimento do desporto, que nos pudesse ajudar a alcançá‑las.»

Pedro Dias destacou ainda que o legado deverá contemplar a promoção da prática desportiva feminina e a oferta de práticas para pessoas com deficiência — áreas onde, admitiu, o País precisa de «fazer um longo caminho».

Sustentabilidade, imagem internacional e impacto local

António Laranjo sublinhou a confiança da FPF na capacidade organizativa nacional, lembrando que a candidatura portuguesa obteve «a maior pontuação de candidatura que alguma vez a UEFA atribuiu». Para o dirigente, é fundamental que o evento realce o que é distintivo em Portugal, com a sustentabilidade a assumir um papel central nas decisões e na melhoria das condições de vida das populações locais.

Os oradores voltaram a vincar a dimensão internacional do torneio e o potencial para promover o país enquanto destino turístico e de negócios. A TAP, representada por Luís Rodrigues e Lídia Monteiro, foi apontada como parceira chave para o reforço da mobilidade aérea e para receber o aumento de tráfego de passageiros que o evento inevitavelmente trará.

  • Datas: 1.351 dias até ao arranque do Mundial 2030.
  • Equipes: 48 selecções em competição.
  • Prioridades: sustentabilidade, mobilidade, turismo e legado para o desenvolvimento do desporto.
ItemNota
Duração até ao evento1.351 dias
Número de equipas48
Elemento sublinhadoSustentabilidade e legado social

Consequências e desafios práticos

Os discursos apontaram para um plano de ação que passa por mobilizar investimentos em infra‑estruturas — estádios, transportes e alojamento — e por garantir que as cidades anfitriãs fiquem melhor preparadas após o torneio. A opção pela sustentabilidade como vetor de decisão reforça a necessidade de conciliar exigências competitivas com políticas de benefício local.

Do ponto de vista logístico, a presença de 48 selecções implica um esforço acrescido em termos de mobilidade e capacidade aeroportuária, razão pela qual a TAP foi chamada a integrar a estratégia. A conjugação entre Federação, Governo e operadores turísticos surge como condição para minimizar riscos e maximizar oportunidades.

Em termos de legado desportivo, a menção expressa à promoção do desporto feminino e à inclusão de pessoas com deficiência coloca um foco concreto: os investimentos não devem limitar‑se ao topo competitivo, mas deverão ser estruturados para alavancar programas de formação, participação e acesso à prática desportiva.

Faltam ainda anos até ao apito inicial, mas as intervenções no Portugal Summit Football mostram que a agenda já está definida: entregar um torneio visível internacionalmente, com impacto económico e social mensurável, e com um legado que torne as cidades e a prática desportiva mais sustentáveis e inclusivas.

Diogo Nunes Peixoto
Diogo IA Editor de Desporto online

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