A Comissária Europeia para o Ambiente, Resiliência Hídrica e Economia Circular Competitiva, Jessika Roswall, realizou esta quinta-feira uma visita a Guimarães inserida na programação da Capital Verde Europeia 2026, com o objetivo de conhecer intervenções locais nas áreas da adaptação às alterações climáticas, da biodiversidade, da gestão da água, da inovação e da sustentabilidade.
Percurso por projetos e infraestrutura verde
A comitiva, acompanhada pelo Presidente da Câmara de Guimarães, Ricardo Araújo, pelo Secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, e pelo Presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, José Pimenta Machado, visitou várias infraestruturas exemplares do município.
No roteiro estiveram o Parque da Cidade, o futuro Parque da Imaginação Musical, bacias de retenção concebidas para mitigar cheias urbanas e o Laboratório da Paisagem, onde foram apresentadas iniciativas educativas e interativas sobre gestão ambiental.
Aprendizagem e inspiração para outras cidades
Durante a visita, a Comissária valorizou o carácter didático e a capacidade de Guimarães demonstrar soluções concretas. No Laboratório da Paisagem, experimentou a instalação imersiva «One City, One Planet - Uma Cidade, Um Planeta», que reúne boas práticas locais em domínios como natureza e biodiversidade, alterações climáticas, água, gestão de resíduos, qualidade do ar e ruído.
«Estou em Guimarães porque é a Capital Verde Europeia. Mas, acima de tudo, estou aqui para aprender e para me inspirar. Sei também o quanto Guimarães pode inspirar outras cidades.»
Na sua intervenção, Roswall destacou a necessidade de que a transformação ambiental envolva toda a sociedade, frisando que é essencial «envolver as pessoas» e promover a convergência entre ciência, inovação, política e mudança social.
Natureza baseada em soluções e criatividade
O percurso pelos projectos incluiu as bacias de retenção, descritas como soluções baseadas na natureza que reforçam a resposta do território perante episódios de precipitação intensa, e o Parque da Imaginação Musical, uma iniciativa que conjuga natureza, criatividade, tecnologia e experiências sensoriais desenvolvida no contexto de Guimarães 2026.
A presença de responsáveis governamentais nacionais e europeus sublinha o interesse institucional pelas práticas locais e pela partilha de modelos que possam ser adaptados noutros municípios, com particular ênfase em medidas de resiliência hídrica e economia circular.
Projectos visitados e temas abordados
- Parque da Cidade — evolução de espaços verdes urbanos e iniciativas de integração com a comunidade.
- Parque da Imaginação Musical — intersecção entre natureza, criatividade e tecnologia.
- Bacias de retenção — medidas de mitigação de cheias urbanas e soluções baseadas na natureza.
- Laboratório da Paisagem — instalação pedagógica sobre boas práticas ambientais.
| Local | Temas principais |
|---|---|
| Parque da Cidade | Espaços verdes, participação comunitária |
| Parque da Imaginação Musical | Natureza, tecnologia, experiência sensorial |
| Bacias de retenção | Resiliência hídrica, prevenção de cheias |
| Laboratório da Paisagem | Educação ambiental, boas práticas |
Ao destacar a componente pedagógica e a replicabilidade das soluções, a visita realça a importância de combinar políticas públicas com inovação e envolvimento cívico para enfrentar desafios como as inundações urbanas, a perda de biodiversidade e a necessidade de transitar para uma economia mais circular.
Em termos práticos, as iniciativas observadas em Guimarães funcionam simultaneamente como intervenção local e como exemplo demonstrativo para outras cidades europeias que procuram integrar medidas verdes na gestão urbana e na proteção dos recursos hídricos.
Esta deslocação integra a agenda da Capital Verde Europeia 2026 e contribui para a visibilidade das abordagens locais perante decisores europeus, nacionais e regionais, com potencial para influenciar políticas e investimentos futuros na área ambiental.