Douglas Ruas, candidato do PL ao governo do Estado do Rio de Janeiro, afirmou nesta sexta-feira que desaprova a gestão do ex-governador Cláudio Castro e que este não subirá no seu palanque durante a campanha.
Entrevista e distanciamento público
As declarações foram proferidas durante uma sabatina promovida pela Folha de S.Paulo e pelo UOL, no mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou uma nova fase de operação que mira o ex-governador e integra as investigações relacionadas ao Refit, que apuram supostas fraudes em licenças ambientais.
Ruas, que foi secretário estadual das Cidades entre 2023 e 2026 a convite do então governador e regressou posteriormente à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), procurou separar a sua candidatura da figura do correligionário após ser questionado sobre a operação da Polícia Federal.
Posição sobre investigação e responsabilidade
Inicialmente, o candidato disse não ter acompanhado o noticiário do dia por estar a conceder entrevistas desde cedo, mas referiu que qualquer prática ilícita que retire recursos públicos «terá meu total repúdio e apoio a todas as instâncias de Justiça para que sejam punidas».
«Minha avaliação para o ex-governador e para qualquer autoridade que tenha ocupado cargo público é que se cometeu ilícito tem que pagar com todo rigor da lei. É uma verdadeira traição à população.»
Em seguida, explicitou desaprovação à gestão de Castro, apontando como motivos de crítica os resultados nas áreas da Segurança Pública e da Educação. Questionado sobre uma posição mais direta relativamente às acusações que envolvem o correligionário, Ruas afirmou que práticas ilícitas devem ser punidas e descreveu como traição à população qualquer desvio de verbas públicas.
Contexto político e repercussões
O afastamento público acontece num contexto em que a investigação federal sobre o Refit ganhou nova fase. A ligação mediática entre candidatos e gestores que ocuparem cargos executivos é tema sensível em campanhas eleitorais, sobretudo quando emergem operações de polícia judiciária com repercussão nacional.
Do ponto de vista eleitoral, o gesto de distanciamento procura mitigar riscos reputacionais e sinalizar compromisso com a legalidade, numa fase em que alianças e apoios costumam ser escrutinados pelo eleitorado e pela comunicação social.
Resumo dos factos
- Douglas Ruas é candidato do PL ao governo do Rio de Janeiro e ex-secretário estadual das Cidades (2023–2026).
- Na mesma sexta-feira, a Polícia Federal deflagrou nova fase de operação relacionada ao caso Refit, que investiga alegadas fraudes em licenças ambientais e tem Cláudio Castro como alvo.
- Ruas afirmou, em sabatina da Folha de S.Paulo e do UOL, que desaprova a gestão de Castro e que este não integrará o seu palanque.
| Elemento | Dados |
|---|---|
| Cargo anterior de Ruas | Secretário estadual das Cidades (2023–2026) |
| Evento | Nova fase de operação da Polícia Federal sobre o Refit (sexta‑feira) |
| Posição pública de Ruas | Desaprovação da gestão de Cláudio Castro; distanciamento do palanque |
As declarações foram prestadas no âmbito de uma sabatina mediática, e o próprio candidato admitiu não ter acompanhado de imediato o noticiário sobre a operação da Polícia Federal devido à agenda de entrevistas. Ruas reiterou, porém, a disponibilidade para apoiar as instâncias de justiça no apuramento de eventuais ilícitos.
A evolução das investigações e eventuais desdobramentos judiciais poderão influenciar a perceção pública sobre a gestão que agora é alvo de inquérito e, por extensão, sobre as estratégias de campanha no período que antecede a eleição.