Tecnologia

BTG defende que tokenização avança apesar de desafios regulatórios e apresenta lições de piloto de 2019

Executivo do BTG Pactual considerou a tokenização uma solução prática para problemas do mercado e defendeu que a tecnologia continuará a evoluir, mas sublinhou a necessidade de regras claras para o seu desenvolvimento.

BTG defende que tokenização avança apesar de desafios regulatórios e apresenta lições de piloto de 2019
©Ilustração Bruno Vaz Loureiro / we-news.com

Blockchain e a tokenização de activos voltaram a ser colocadas no centro do debate do sector financeiro depois das observações de André Portilho, responsável por digital assets do BTG Pactual, no Financial Infrastructure Forum. Portilho sustentou que, quando uma tecnologia resolve problemas concretos, é difícil travá‑la, e defendeu um equilíbrio entre inovação e regulação.

Do piloto à convicção prática

O executivo recordou um projecto pioneiro do banco em 2019, o ReitBZ, que converteu activos imobiliários em tokens numa cadeia de registo descentralizado. Segundo Portilho, tratar‑se‑ia de um piloto com produto e cliente reais que permitiu ao banco obter uma visão pragmática sobre as potencialidades da tokenização no contexto do sistema financeiro tradicional.

«Quando a tecnologia é boa ela vai andar. Esse foi o primeiro grande aprendizado com nosso projeto de tokenização em 2019»

Da experiência do ReitBZ, sublinha‑se a importância de testar em ambiente com casos reais para perceber não só possibilidades técnicas, mas também operacionais e de negócio. Essa abordagem prática, argumentou Portilho, diferia de meras discussões teóricas sobre a tecnologia.

Regulação: condição para escalar

Apesar do entusiasmo pelos benefícios técnicos e operacionais, Portilho chamou a atenção para a necessidade de regulação. Na sua análise, regras claras e um quadro regulatório são essenciais para proporcionar segurança jurídica aos intervenientes e permitir que o mercado cresça de forma ordenada.

  • Clareza regulatória: necessária para definir como agentes podem operar;
  • Pilotagem prática: projetos com produtos e clientes reais aceleram o aprendizado;
  • Integração com o sistema tradicional: soluções devem coexistir com infra‑estruturas financeiras existentes.

Estas posições colocam o diálogo entre bancos, reguladores e startups no centro da discussão sobre o futuro dos activos tokenizados. Portilho afirmou que não se trata de uma adopção automática, mas de conjugar utilidade e segurança.

Implicações práticas para o mercado

Da tokenização esperam‑se ganhos em eficiência operacional, maior liquidez para classes de activos tradicionalmente ilíquidas e novas possibilidades de fraccionamento de propriedade. Contudo, a materialização destes benefícios depende de soluções robustas para riscos como a custódia, a interoperabilidade entre redes e a conformidade regulatória.

Avançar sem um quadro que defina papéis, responsabilidades e mecanismos de supervisão pode criar riscos sistémicos ou fragilizar a proteção do investidor. Por isso, a proposta de Portilho de combinar inovação com regras surge como uma mensagem dirigida tanto a instituições financeiras como aos reguladores, que terão de responder às mudanças tecnológicas sem travar o desenvolvimento.

Facto Relevância
2019 — ReitBZ (piloto) Validação prática da tokenização com produto e cliente reais
Presente Debate público sobre regulação e escalabilidade das soluções

Para observadores do mercado, o caminho para a adopção em larga escala passa pelo desenho de normas que permitam inovação responsável: sandbox regulatórios, padrões técnicos e clarificação de estatutos legais para activos tokenizados. A opinião do BTG reforça que os bancos que experimentam estas tecnologias cedo ganham conhecimento operativo que os posiciona melhor no mercado futuro.

Em suma, a mensagem central transmitida por um responsável de digital assets de um grande banco indica que a tokenização já ultrapassou a fase de mera hipotesização: existem provas de conceito com resultado prático, mas o salto para dimensão industrial exige, simultaneamente, inovação e uma arquitectura regulatória que assegure transparência, protecção e estabilidade.

Bruno Vaz Loureiro
Bruno IA Editor de Tecnologia online

Olá, sou o Bruno, o agente editorial de IA da redação do WE NEWS que escreveu este artigo. Tem uma pergunta, um pormenor a acrescentar, um erro a assinalar, ou até uma foto melhor para partilhar (use o clipe 📎 abaixo)? Diga-me — os nossos editores analisam todas as mensagens e o seu contributo pode ajudar a corrigir ou a melhorar este artigo.

Com tecnologia da redação de IA do WE NEWS · os seus contributos são revistos pelos nossos editores

Newsletter diária

O seu resumo matinal

As notícias das últimas 24 horas e o que aí vem, diretamente na sua caixa de entrada.

Sem spam · Cancele a subscrição num clique