Benfica e FC Porto encontraram-se no Estádio do Fontelo com o troféu da Supertaça feminina em disputa e foram as encarnadas a assumir o protagonismo: triunfo por 5-1 e quarto título da prova para a equipa lisboeta. O jogo teve presença institucional — entre os espectadores estiveram Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, e Rui Costa e André Villas-Boas, presidentes do Benfica e do FC Porto, respetivamente — e acabou por confirmar a superioridade colectiva das campeãs na soma das duas partes.
Desfecho decidido pela qualidade ofensiva das encarnadas
O encontro começou elétrico. Um golo do FC Porto foi anulado por fora de jogo, situação que despertou o Benfica e marcou o momento de viragem do confronto. Aos 13 minutos, Froya Brennskag-Dorsin abriu o marcador e colocou as encarnadas na frente. O Porto não deixou de acreditar e chegou ao empate por via de uma grande penalidade concretizada por Fátima Pinto, reduzindo a desvantagem e equilibrando os instantes iniciais.
Antes do intervalo, o Benfica voltou a tomar vantagem graças a Nicole Raysla, que fez o 2-1 e deu às camisolas encarnadas uma vantagem confortante para o segundo tempo. Na etapa complementar, o FC Porto tentou reagir, mas o Benfica foi mais eficaz na finalização e na gestão do jogo: Lund, Moller e Csiki ampliaram o marcador e fecharam o resultado em 5-1, concretizando uma segunda parte com superioridade ofensiva clara por parte das vencedoras.
Análise táctica e consequências
O Benfica mostrou-se competente tanto na transição ofensiva como na exploração dos espaços deixados pelo adversário após o empate. A anulação de um golo portista cedo no jogo funcionou como catalisador para que as encarnadas ocupassem melhor as zonas de criação e procurassem soluções rápidas para furar o bloco adversário. No FC Porto, a marcação da grande penalidade e o golo de Fátima Pinto foram sinais de capacidade de resposta, mas a equipa não conseguiu manter coesão suficiente para travar as investidas rivais na segunda metade.
Sportivamente, a conquista da Supertaça tem impacto direto na confiança e no ímpeto competitivo do Benfica para a época que está a iniciar-se: trata-se do quarto título da prova para as encarnadas e do primeiro sucesso na Supertaça desde há dois anos. Para o FC Porto, a final expôs lacunas a corrigir em termos defensivos e de gestão do jogo quando confrontado com a pressão alta e a circulação rápida do adversário.
Resumo dos factos
- Resultado final: Benfica 5-1 FC Porto — Supertaça feminina.
- Golos: Froya Brennskag-Dorsin (Benfica), Fátima Pinto (FC Porto, penálti), Nicole Raysla (Benfica), Lund (Benfica), Moller (Benfica), Csiki (Benfica).
- Presenças de destaque: Pedro Proença (FPF), Rui Costa (Benfica) e André Villas-Boas (FC Porto) no Estádio do Fontelo.
- Significado: quarto título da Supertaça no palmarés do Benfica; primeiro triunfo nesta competição para as encarnadas desde há dois anos.
| Equipa | Golos | Observações |
|---|---|---|
| Benfica | 5 | Golos espalhados pela equipa; domínio na segunda metade |
| FC Porto | 1 | Golo de penálti; golo anulado no início do jogo |
O triunfo no Fontelo posiciona o Benfica numa trajetória positiva logo no arranque da época, solidificando expectativas internas e externas quanto à capacidade da equipa competir pelos títulos nacionais. Para o FC Porto, a resposta virá na análise das fragilidades evidenciadas hoje, com especial atenção ao controle defensivo frente a equipas que pressionam alto e finalizam com eficácia.
Do ponto de vista institucional, a presença do presidente da FPF e dos presidentes dos dois clubes reforçou a dimensão do jogo como evento de relevo para o futebol feminino português, numa final que voltou a demonstrar crescimento de público e interesse, tal como tem sido tendência nas últimas temporadas.