O Benfica iniciou o novo campeonato com um empate a 2-2 frente ao Académico de Viseu, num jogo disputado no Estádio da Luz sem público nas bancadas, por efeito de uma sanção aplicada pela Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto. A partida ficou marcada por momentos de domínio alternado, decisões de arbitragem e várias ocasiões de golo, com destaque para a estreia de Samuel Soares como guardião titular.
Ambiente atípico e opções de Marco Silva
O castigo que obrigou ao encerramento das bancadas devolveu ao recinto uma atmosfera semelhante à vivida na fase aguda da pandemia: silêncio que permitiu ouvir instruções em campo e o ruído da bola nos pés. Marco Silva repetiu o «onze» utilizado na primeira mão da terceira pré-eliminatória da Liga Europa e manteve Samuel Soares na baliza, uma mensagem clara quanto à alteração da hierarquia entre os postes, com Anatoli Trubin relegado para o banco.
Fases do jogo e equilíbrio
O Benfica entrou forte e adiantou-se no marcador logo aos 10 minutos, quando Pavlidis aproveitou um passe de Prestianni, dominou com o peito e rematou para o 1-0, aproveitando um erro de posicionamento do guardião Ewerton. A partir daí, o domínio do Benfica gerou várias ocasiões, com os ferros a recusarem golos e o Académico a sobreviver com bloqueios defensivos e transições rápidas.
- 10' — Pavlidis inaugura o marcador (1-0).
- 18' — Álvaro Zamora atinge o poste na tentativa de igualdade do Académico.
- 22' e 36' — Remates de Prestianni e Pavlidis ao ferro, evidenciando o desequilíbrio ofensivo do Benfica.
- Intervalo — Benfica com oportunidades perdidas; Académico a resistir.
Na segunda parte, o Académico de Viseu encontrou forma de contrariar o domínio encarnado e chegou à reviravolta, beneficiando da sua eficácia nas oportunidades criadas. A equipa visitante mostrou organização defensiva e capacidade de explorar as transições, forçando o empate e depois a vantagem no marcador — detalhes exatos dos autores dos golos do Académico não constam no relatório disponível.
Análise táctica
Do ponto de vista tático, o Benfica apresentou-se com uma dinâmica ofensiva centrada em Pavlidis e Prestianni, jogadores que foram responsáveis por grande parte da criação de perigos na primeira parte. No entanto, a criação de ocasiões não se traduziu em eficácia máxima: o número de remates ao ferro e defesas oportunas do guardião adversário impediram que a vantagem se alargasse.
O Académico, por sua vez, soube compactar-se entre linhas após sofrer o golo e explorou as saídas em velocidade. A eficácia nos momentos decisivos — em zonas de finalização — foi determinante para arrancar o empate e virar o resultado. A capacidade do conjunto recém-promovido para reagir em terreno adverso deixa sinais de solidez competitiva para a temporada.
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Resultado | Benfica 2-2 Académico de Viseu |
| Local | Estádio da Luz (à porta fechada) |
| Decisões-chave | Manutenção de Samuel Soares como titular; uso intensivo de Pavlidis/Prestianni na frente |
Para o Benfica, o empate obriga a reflexões: a equipa criou oportunidades mas mostrou fragilidades na transição defensiva e falta de eficácia final. A gestão do plantel, em particular a escolha do guardião titular, será observada com atenção nas próximas jornadas. Para o Académico de Viseu, o ponto conquistado na Luz é um impulso moral significativo e uma confirmação de capacidade competitiva após a promoção.
Ambas as equipas terão tempo para ajustar rotinas antes de retomarem o campeonato. O Benfica, pressionado pela ambição em títulos, terá de converter domínio em golos e corrigir brechas defensivas; o Académico de Viseu deverá consolidar a abordagem de transição que hoje lhe rendeu resultado positivo.