O Presidente da República, António José Seguro, felicitou este domingo Fernando Pimenta e a seleção portuguesa de canoagem pelos quatro pódios conseguidos nos Mundiais de Velocidade em Poznan, na Polónia, dois deles dourados, num comunicado divulgado na página institucional do Presidente.
Duplo ouro de Pimenta e medalhas coletivas
O chefe de Estado realçou, nomeadamente, o título de Fernando Pimenta nos K1 5.000 metros, que se junta ao ouro que o canoísta conseguiu poucos dias antes nos K1 1.000 metros. Na prova dos 5.000 metros, Pimenta completou a distância em 24:15,72, impondo-se ao sul‑africano Hamish Lovemore (24:17,17) e ao dinamarquês Mads Pedersen (24:18,17).
«Ao vencer esta prova pela terceira vez na carreira, tornando-se o atleta mais medalhado de sempre nesta distância, Fernando Pimenta reafirma o seu lugar entre os maiores nomes da história do desporto português»
Na nota, o Presidente também salientou a prata conquistada por João Ribeiro e Messias Baptista no K2 500 metros e o bronze do K4 500 metros, atribuído a Gustavo Gonçalves, João Ribeiro, Messias Baptista e Pedro Casinha. António José Seguro sublinhou que estes resultados confirmam «a canoagem portuguesa como referência mundial da modalidade».
Contexto histórico e consistência de Pimenta
O triunfo nos 5.000 metros acrescenta uma nova página ao palmarés de Pimenta nesta distância: foi campeão mundial em 2017 e 2018, já tinha subido ao pódio em 2019 (bronze), 2021, 2023 e 2024 (prata). O título em Poznan volta a colocá‑lo no centro das atenções internacionais, reforçando a sua consistência em provas de fundo e de meio fundo.
| Prova | Medalha | Atletas |
|---|---|---|
| K1 1.000 m | Ouro | Fernando Pimenta |
| K1 5.000 m | Ouro | Fernando Pimenta (24:15,72) |
| K2 500 m | Prata | João Ribeiro / Messias Baptista |
| K4 500 m | Bronze | Gustavo Gonçalves / João Ribeiro / Messias Baptista / Pedro Casinha |
Impacto e leituras técnicas
Do ponto de vista técnico, os resultados refletem a capacidade da equipa portuguesa de combinar rendimento individual de alto nível com coerência em esquadras, sobretudo nos 500 metros, distância que exige explosão e sincronização milimétrica. No K2 500, a prata de Ribeiro e Baptista confirma a progressão da dupla em provas de velocidade pura; no K4 500, o conjunto mostrou solidez suficiente para garantir o bronze frente a adversários históricos da modalidade.
- Quatro medalhas — saldo total de Portugal em Poznan.
- Dois ouros — ambos conquistados por Fernando Pimenta (K1 1.000 e K1 5.000 m).
- Projeção internacional — confirmação do estatuto competitivo da canoagem portuguesa.
O reconhecimento presidencial tem um duplo efeito: enaltece o mérito desportivo e dá visibilidade institucional a uma modalidade que tem acumulado sucessos internacionais nos últimos anos. Para a federação e para a estrutura técnica, os Mundiais de Poznan funcionam como termómetro para o ciclo que se aproxima, com a preparação a poder beneficiar deste impulso de confiança e legitimidade.
Do lado dos atletas, sobressaem a experiência e a gestão de esforço de Pimenta nas provas de resistência, bem como a capacidade de resposta coletiva nas provas de 500 metros — indicadores que poderão ser decisivos em futuros desafios internacionais.
Com estes resultados, Portugal fecha a participação em Poznan com um balanço que reforça a posição do país na elite da canoagem mundial e dá margem para a ambição a curto e médio prazo, tanto em provas individuais como por equipas.