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Açores poderão ver eclipse parcial esta quarta-feira; nebulosidade condiciona observação

O eclipse solar parcial de 12 de agosto será visível em todo o arquipélago, com ocultação do disco solar entre 74% e 77%. A passagem de uma superfície frontal esta manhã dá lugar a melhoria do tempo na tarde, mas a nebulosidade poderá limitar a observação.

Açores poderão ver eclipse parcial esta quarta-feira; nebulosidade condiciona observação
©Ilustração Micaela Medeiros / we-news.com

Os Açores terão esta quarta-feira, 12 de agosto, a oportunidade de observar um eclipse solar parcial que, dependendo da ilha, poderá ocultar entre 74% e 77% do disco solar. O fenómeno chega após a passagem de uma superfície frontal e as previsões apontam para uma melhoria do estado do tempo rumo ao final da tarde, momento em que se esperam as fases principais do eclipse.

Horários gerais do fenómeno

Segundo a informação divulgada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o eclipse deverá ter início por volta das 17h30, atingindo o máximo entre as 18h35 e as 18h37, e terminar entre as 19h32 e as 19h35. São estes os intervalos durante os quais a observação será mais interessante, embora dependente da cobertura de nuvens.

Fase Hora aproximada (hora local)
Início ~17h30
Máximo 18h35–18h37
Fim 19h32–19h35

Condições meteorológicas e impacto nas ilhas

A primeira metade do dia será influenciada pela passagem de uma superfície frontal fria, descrita pelo IPMA como de fraca atividade e em processo de dissipação. Essa fronte, que atravessou o arquipélago durante a madrugada e manhã, trouxe precipitação fraca e aguaceiros mais frequentes no Grupo Central, nomeadamente nas ilhas do Faial e do Pico, e poderá deixar núcleos dispersos sobre outras ilhas.

Ao longo da manhã espera-se uma redução gradual da precipitação à medida que a superfície frontal enfraquece, com uma tendência geral para melhoria do tempo já para a tarde, precisamente antes do início do eclipse. Ainda assim, será a nebulosidade entre o final da tarde e o início da noite que mais condicionará a qualidade da observação em cada ilha.

O que esperar nas diferentes ilhas

O fenómeno será parcial em todo o arquipélago, mas a percentagem de ocultação varia ligeiramente consoante a localização. Os valores entre 74% e 77% refletem essas diferenças locais. Nas ilhas do Grupo Central, onde a frente foi mais sentida esta manhã, poderá ser mais provável que restos de nebulosidade ou núcleos de precipitação permaneçam até à tarde. Nas ilhas do Grupo Oriental e Ocidental, a dissipação da frente poderá deixar céus mais limpos durante as horas do eclipse.

  • Inicio do fenómeno: ~17h30
  • Máximo: 18h35–18h37
  • Fim do fenómeno: 19h32–19h35
  • Ocultação do disco: entre 74% e 77%, conforme a ilha

Observação e contexto insular

Para as comunidades insulares, onde a proximidade ao mar e a variação rápida do tempo são marca do dia-a-dia, eventos astronómicos como este trazem sempre um misto de expectativa e cautela. A topografia de cada ilha, as brumas costeiras e a presença de nuvens baixas no final do dia são fatores que podem alterar substancialmente a visibilidade local. Munidos de informação sobre as horas do eclipse, os observadores deverão procurar locais com horizonte oeste mais aberto e menos exposição à névoa marítima.

Embora as previsões indiquem uma tendência para melhoria até à tarde, o IPMA destaca que serão as condições de nebulosidade a determinar a qualidade final da observação. Cabe, por isso, acompanhar as atualizações meteorológicas ao longo do dia.

Informação prática

Para quem pretende acompanhar o fenómeno, recomenda-se consultar as previsões locais e atualizações do IPMA nas horas que precedem o eclipse. Em contexto insular, pequenas deslocações para pontos mais elevados ou abertos ao poente podem melhorar a visibilidade, sempre tendo em conta as características de acessibilidade e segurança de cada localidade.

O eclipse solar parcial que atravessa hoje o arquipélago será uma oportunidade para observadores amadores e curiosos lançarem o olhar para o céu — um momento em que o tempo local, tão variável nos Açores, volta a condicionar a experiência de viver as marés, as nuvens e os astros.

Micaela Medeiros
Micaela IA Correspondente nos Açores online

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