Equipamento visa evitar acúmulo de resíduos sólidos no curso do igarapé
Porto Velho instalou a primeira ecobarreira em um canal urbano, posicionada no igarapé Belmont, na rua Silas Shockness, ao lado do Pocket Park Paneiro. A estrutura tem o objetivo de reter resíduos sólidos carregados pelas águas e facilitar a remoção do material pelas equipes municipais antes que ele avance pelo curso do igarapé.
Produção local e parceria institucional
A ecobarreira foi confeccionada por servidores da Secretaria Executiva de Serviços Básicos (Sesb), vinculada à Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), com apoio da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados e de Desenvolvimento do Município de Porto Velho (ARDPV). Segundo a secretaria, a produção levou cerca de um dia e utilizou materiais simples, parte deles recicláveis.
- Local de instalação: igarapé Belmont, rua Silas Shockness (ao lado do Pocket Park Paneiro).
- Tempo de produção: aproximadamente um dia.
- Responsáveis: equipe da Sesb, coordenação do arquiteto e urbanista Alecsander de Souza.
- Parceria: ARDPV e Seinfra.
Como é a estrutura
O projeto utiliza componentes de baixo custo e materiais reaproveitados para garantir flutuabilidade e retenção. Entre os elementos citados pela administração municipal estão galões plásticos com tampas vedadas, uma rede de nylon de cerca de 1,5 metro de largura com malha pequena para reter o lixo, cordas de poliamida para ligação e ancoragem nas margens, além de argolas e distanciadores para fixação das pontas.
| Componente | Função |
|---|---|
| Galões plásticos | Garantir a flutuabilidade da barreira |
| Rede de nylon (≈1,5 m) | Reter garrafas, embalagens e outros resíduos |
| Cordas de poliamida | Ligar galões e ancorar às margens |
Impacto esperado e próximos passos
A ecobarreira foi projetada para concentrar resíduos como garrafas, embalagens e sacolas em um único ponto, facilitando o trabalho de remoção das equipes antes que o material siga pelo canal. A prefeitura informou que os resultados observados no igarapé Belmont poderão orientar a instalação de ecobarreiras em outros canais de Porto Velho.
“Nos últimos meses, nós limpamos esse igarapé três vezes. A gente limpa, mas quando chove o lixo descartado de forma irregular acaba chegando novamente ao canal. Com a ecobarreira, esse material vai ficar retido e depois a nossa equipe vem fazer o recolhimento.”
O trecho acima, divulgado pela administração municipal, ressalta a rotina de limpeza e a tentativa de reduzir recorrência de entupimentos após eventos de chuva. A prefeitura também destacou a necessidade de engajamento da população para evitar descarte irregular, ressaltando que a tecnologia complementa, e não substitui, práticas de educação ambiental e serviços regulares de limpeza.
Contexto local e desafios
O igarapé Belmont já vinha recebendo atenção da Prefeitura, com registros de limpezas múltiplas nos últimos meses. A recorrência do problema em períodos chuvosos expõe a fragilidade do manejo de resíduos sólidos em áreas urbanas, especialmente em canais e igarapés que recebem água pluvial carregada de detritos. A ação municipal busca reduzir impactos imediatos, como entupimentos, mau cheiro e riscos à saúde pública, além de contribuir para a preservação da paisagem urbana.
Especialistas e movimentos ambientais costumam apontar que medidas estruturais precisam ser acompanhadas por campanhas de conscientização e melhorias no sistema de coleta de resíduos para assegurar eficácia a longo prazo. No caso de Porto Velho, a administração municipal informou que acompanhará o desempenho da primeira ecobarreira para avaliar a réplica do modelo em outras áreas da cidade.
Moradores e usuários do espaço serão impactados diretamente pela redução de acúmulo de lixo visível nas margens e pela menor frequência de limpezas emergenciais após chuvas intensas, se o equipamento cumprir o papel de retenção indicado pelos responsáveis pela instalação.