Uma nova pesquisa de opinião pública sobre a corrida por vagas na Assembleia Legislativa de Rondônia evidencia um cenário fragmentado e competitivo. No levantamento espontâneo divulgado pelo Instituto Phoenix, Ismael Crispin aparece na liderança entre os nomes lembrados pelos eleitores, seguido de perto por Alan Queiroz e Jean Mendonça.
Resultados principais
Na sondagem em que os entrevistados não receberam uma lista com nomes (pergunta espontânea), os três primeiros colocados registraram contabilizações próximas, indicando que a disputa permanece aberta e com elevada dispersão de intenções de voto.
| Candidato | Partido | Citações | Percentual |
|---|---|---|---|
| Ismael Crispin | União/PP | 41 | 3,65% |
| Alan Queiroz | PL | 38 | 3,38% |
| Jean Mendonça | PL | 35 | 3,12% |
Dispersão e força dos partidos
O levantamento revela ainda que a disputa por cadeiras estaduais em Rondônia está pulverizada entre várias siglas. O PL, por exemplo, tem três nomes entre os primeiros colocados: Alan Queiroz, Jean Mendonça e Dra. Taíssa Sousa. O Avante aparece com dois representantes — Dr. Breno Mendes e Marcelo Cruz — e o Solidariedade também figura com duas candidaturas citadas: Rosangela Donadon e Carlos Magno.
Outros nomes lembrados na amostra incluem Márcio Pacelle (Republicanos) e Everaldo Fogaça (PSD), mas os percentuais dos primeiros colocados permanecem baixos, reflexo da natureza espontânea da pergunta e da grande quantidade de opções mencionadas pelos entrevistados.
Formato da pesquisa e interpretação
“Na próxima eleição em quem você vai votar para deputado estadual?”
A pergunta aplicada foi de caráter espontâneo, ou seja, sem cartão com opções para escolha. Esse formato costuma produzir menores percentuais por candidato, já que depende da memória e da iniciativa do entrevistado para citar um nome. Por isso, percentuais modestos entre os mais citados não necessariamente traduzem intenção consolidada de voto, mas indicam reconhecimento ou lembrança do eleitor.
Especialistas em pesquisa eleitoral costumam destacar que, em levantamentos espontâneos, o volume de citações dispersas e as categorias “outros”, “nenhum/nulo” e “não sabe/não opinou” tendem a ser expressivos, o que dificulta interpretação imediata sobre tendência de transferência de votos ou favoritismo consolidado.
O que os números significam para campanhas
Para candidatos e coordenações de campanha, resultados como este sugerem a necessidade de intensificar estratégias de comunicação e de identificação do eleitorado. Em um cenário pulverizado, medidas como aumento de presença em mídia local, agendas públicas e atuação em redes sociais podem ser determinantes para ampliar a lembrança do nome e conquistar fatias maiores do eleitorado.
- Reconhecimento: nomes no topo indicam maior lembrança do eleitor, ainda que com percentuais baixos.
- Fragmentação: muitos candidatos citados reduzem a chance de um nome disparar isoladamente na espontânea.
- Mobilização: campanhas precisarão trabalhar para converter lembrança em intenção de voto consolidada.
O levantamento do Instituto Phoenix serve como termômetro inicial da memória eleitoral em Rondônia, mas não substitui pesquisas estimuladas, com lista de nomes, ou levantamentos com metodologia distinta que possam medir intenção de voto mais consolidada e possíveis cenários de segundo turno ou coalizões locais.
O resultado também chama atenção para a importância da divulgação dos dados metodológicos completos — como tamanho da amostra, margem de erro e período de coleta — para que jornalistas, partidos e eleitores possam avaliar com precisão a representatividade e a confiabilidade do estudo. Até o fechamento desta matéria, a publicação com os detalhes metodológicos não acompanhava a reportagem resumida divulgada pelo instituto.
Porto Velho permanece como o principal ponto de referência para a disputa estadual, e as próximas pesquisas deverão mostrar se os nomes hoje mais lembrados conseguirão transformar reconhecimento em votos efetivos nas urnas.