Representantes da Prefeitura de Porto Alegre integraram a delegação brasileira no International Transport Summit 2026, realizado em Moscou entre 2 e 6 de agosto, e formalizaram uma cooperação com as autoridades da capital russa voltada ao intercâmbio de experiências, soluções tecnológicas e ao compartilhamento de indicadores de mobilidade urbana.
Objetivo e alcance do intercâmbio
A missão do município, conduzida pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (SMMU) e organizada no âmbito da Frente Nacional de Prefeitos e Prefeitas (FNP), teve como foco identificar práticas e ferramentas aplicáveis ao contexto porto-alegrense. Entre os temas avaliados estiveram a integração entre diferentes modais, a eletrificação de frotas, sistemas inteligentes de transporte, bilhetagem digital e o uso de dados para planejar e operar a mobilidade.
“O intercâmbio permitiu conhecer soluções inovadoras adotadas por outras cidades, trocar experiências e avaliar tecnologias e boas práticas que possam contribuir para aprimorar a mobilidade de Porto Alegre e qualificar os serviços oferecidos à população”, afirmou Adão de Castro Júnior, secretário municipal de Mobilidade Urbana.
Assinatura de declaração e plataforma internacional
Como resultado da participação no encontro, Porto Alegre assinou uma Declaração Conjunta de Cooperação em Transporte com o governo de Moscou. O acordo prevê a participação do município no projeto Urban Transport Data, uma plataforma internacional destinada à coleta, análise e ao compartilhamento de indicadores de transporte.
Segundo a prefeitura, a integração à plataforma permitirá acessar e contribuir com dados que apoiem diagnósticos, o monitoramento de operações e o planejamento de políticas públicas de mobilidade.
Visitas técnicas e tecnologias observadas
Durante a cúpula, a delegação realizou visitas técnicas a elementos centrais do sistema de transporte moscovita, com atenção especial para a interligação entre metrô, trens e demais modais. Foram conhecidas soluções de bilhetagem e pagamento, aplicativos de atendimento ao usuário, sistemas de monitoramento da operação e iniciativas voltadas a veículos autônomos.
- Integração modal: observação de articulação entre linhas de metrô, trens e ônibus.
- Bilhetagem digital: avaliação de sistemas de pagamento integrados e aplicativos para usuários.
- Gestão por dados: exemplos de uso de indicadores para operação e planejamento.
Entre os locais visitados, a delegação conheceu as estações Maryina Roscha e Nizhegorodskaya, além do Centro Avançado de Desenvolvimento do Transporte de Moscou, um polo dedicado ao desenvolvimento de tecnologias para mobilidade. Essas experiências serviram para demonstrar como soluções digitais podem apoiar tanto a operação quanto o atendimento ao passageiro.
| Data | Atividade |
|---|---|
| 2–6 de agosto de 2026 | Participação no International Transport Summit 2026 |
| Durante a semana | Visitas às estações Maryina Roscha e Nizhegorodskaya; visita ao Centro Avançado de Desenvolvimento do Transporte |
Impactos para Porto Alegre e implicações para brasileiros
Para Porto Alegre, a cooperação representa uma oportunidade de acessar práticas consolidadas em grandes sistemas urbanos, testar tecnologias e incorporar indicadores que possam tornar mais eficiente o planejamento e a operação do transporte municipal. A participação em redes internacionais de dados também pode apoiar políticas locais de modernização da frota, foco em descarbonização ao incentivar eletrificação e melhorar a experiência do usuário por meio de bilhetagem e informação integrada.
No plano nacional, acordos municipais como este ilustram como capitais brasileiras buscam parcerias externas para enfrentar desafios comuns em mobilidade urbana, desde a gestão de demanda até a transição para sistemas mais sustentáveis. A adoção de plataformas de dados compartilhados pode também facilitar comparações entre cidades e a difusão de boas práticas em âmbito federal e municipal.
As próximas etapas para Porto Alegre incluem a integração efetiva à plataforma Urban Transport Data e a análise de como adaptar as tecnologias observadas às especificidades locais, como rede viária, demanda por deslocamento e recursos orçamentários. A prefeitura afirma que os insumos colhidos serão avaliados para definir projetos-piloto e possíveis parcerias técnicas.