Um exemplar de pirarucu (Arapaima gigas) com 2,46 metros de comprimento e 137,90 quilos foi capturado durante uma ação de manejo na Reserva Extrativista Estadual do Rio Cautario, em Costa Marques, Rondônia. O registro ocorreu na segunda etapa da pesca manejada de 2026, voltada ao controle da espécie invasora na região, e entrou para os arquivos como o maior pirarucu já registrado até o momento em uma Unidade de Conservação do estado.
Operação coordenada por órgãos estaduais e comunitários
A ação foi conduzida pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), por meio da Coordenadoria de Unidades de Conservação (CUC), em parceria com o Escritório Regional de Gestão Ambiental de Ji-Paraná (Erga-JPA). As atividades contaram com a participação direta de comunitários extrativistas da unidade de conservação, que atuam nas ações de manejo realizadas na reserva.
A Sedam ressaltou o empenho dos comunitários e das instituições parceiras que contribuem para o andamento das atividades de manejo. O caráter colaborativo entre equipes técnicas e moradores tradicionais é central para as intervenções em unidades de conservação, principalmente quando envolvem manejo de espécies e monitoramento ambiental.
Contexto: manejo e controle de espécie invasora
A segunda etapa da pesca manejada de 2026 teve como objetivo o controle e a erradicação do pirarucu invasor na região. Embora o pirarucu seja espécie nativa da Amazônia em muitos locais, a ação na reserva aponta para esforços locais de manejo que visam equilibrar populações, proteger ecossistemas e apoiar a sustentabilidade das unidades de conservação.
O trabalho de pesca manejada normalmente combina técnicas de captura controlada, registro de exemplares e monitoramento da população, sempre sob supervisão técnica dos órgãos ambientais e com participação das comunidades afetadas. Essas ações buscam também reduzir impactos negativos sobre outras espécies e sobre a atividade extrativista sustentável que sustenta famílias locais.
Importância para a proteção da reserva e para as comunidades
A captura deste pirarucu notável traz luz sobre a necessidade de continuidade das ações de manejo e de monitoramento em reservas extrativistas. Unidades de conservação como a do Rio Cautario são espaços onde a convivência entre uso humano e proteção ambiental deve ser cuidadosamente administrada.
Para as comunidades extrativistas, o manejo bem coordenado ajuda a preservar recursos que garantem renda e segurança alimentar. Ao mesmo tempo, o registro de um exemplar de grande porte serve como dado importante para inventários biológicos e para orientar decisões técnicas sobre cotas, épocas de pesca e medidas de conservação.
- Exemplar capturado: 2,46 m; 137,90 kg
- Local: Reserva Extrativista Estadual do Rio Cautario, Costa Marques (RO)
- Órgãos envolvidos: Sedam (CUC) e Erga-JPA, com participação de comunitários
| Item | Dados |
|---|---|
| Espécie | Arapaima gigas (pirarucu) |
| Comprimento | 2,46 metros |
| Peso | 137,90 kg |
| Fase da ação | Segunda etapa da pesca manejada de 2026 |
Próximos passos e transparência
Relatos oficiais indicam que a atividade integrou levantamento de dados e manejo com objetivo de controle. A continuidade do programa dependerá dos resultados das fases seguintes e do monitoramento da população local de peixes, além da análise técnica pelos órgãos ambientais. A Sedam tem papel central na coordenação e na comunicação sobre medidas adotadas na reserva.
Para leitores e comunitários, ações desse tipo costumam vir acompanhadas de orientações sobre calendário de pesca, medidas de proteção e critérios para uso sustentável. Essas informações são fundamentais para alinhar os interesses de conservação com a prática extrativista tradicional que sustenta famílias na região.
O registro do maior pirarucu em unidade de conservação estadual também reforça a necessidade de manter inventários atualizados e de promover a participação comunitária nas decisões ambientais, prática que tem sido defendida em políticas públicas de manejo e preservação na Amazônia.
A reportagem aguarda detalhes adicionais sobre o destino do exemplar e eventual publicação de relatórios técnicos por parte da Sedam e parceiros.