Uma pesquisa realizada pela Real Time Big Data e divulgada nesta terça-feira mostra que, na Bahia, o ex-presidente e candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece numericamente à frente em um eventual pleito presidencial em outubro. Segundo o levantamento, Lula alcança 56% das intenções de voto para o primeiro turno no estado, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) soma 36%.
Resultados detalhados e método
Foram entrevistados 1.600 eleitores da Bahia entre os dias 6 e 10 de agosto. O estudo apresenta nível de confiança de 95% e margem de erro de 2 pontos percentuais. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05205/2026 e teve custo declarado de R$ 24.000,00, financiada com recursos próprios do instituto.
No cenário de segundo turno entre Lula e Flávio, o líder aparece com 59% das intenções de voto dos baianos, contra 30% do senador. Outros cenários testados mostram nomes com desempenho residual no estado: Renan Santos (Missão) com 5%; Ronaldo Caiado (PSD), 3%; Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante), 1% cada; e 2% distribuídos entre outros nomes. Ainda, 5% disseram que votariam nulo ou em branco e 4% não souberam responder.
Rejeições e implicações locais
O levantamento também aponta índices de rejeição, quesito que costuma influenciar estratégias regionais de campanha. O senador Flávio Bolsonaro lidera em rejeição entre os eleitores baianos, com 57%, enquanto Lula aparece com rejeição de 28%.
Na Bahia, estado historicamente marcado por forte presença de candidaturas de esquerda e com um eleitorado que costuma privilegiar propostas sociais, os números mostram vantagem confortável para Lula, tanto na preferência direta quanto no confronto direto com Flávio. A taxa de rejeição elevada do senador pode indicar dificuldade em ampliar apoio no território baiano.
Contexto e variáveis a considerar
Pesquisas de intenção de voto capturam o cenário em um dado momento. Como fatores regionais importantes, manifestações culturais, lideranças locais, e a dinâmica das campanhas — inclusive eventos e debates — podem influenciar a intenção do eleitorado nos próximos meses. A Bahia, com sua diversidade entre litoral e sertão, também apresenta variações internas que podem alterar resultados em municípios distintos.
É relevante lembrar que a soma das intenções por candidato não substitui o processo eleitoral e que a margem de erro pode alterar percentuais próximos. Ainda assim, com diferença superior a 20 pontos percentuais no primeiro turno, a pesquisa indica folga considerável para o petista no estado.
Resumo dos principais números
| Item | Percentual |
|---|---|
| Lula (1º turno) | 56% |
| Flávio Bolsonaro (1º turno) | 36% |
| Lula (2º turno vs Flávio) | 59% |
| Flávio (2º turno vs Lula) | 30% |
| Rejeição — Flávio | 57% |
| Rejeição — Lula | 28% |
O que muda na Bahia
Para atores políticos e campanhas no estado, os dados servem como referência para traçar rotas: priorizar bases onde os percentuais são menores, disputar eleitores indecisos e monitorar a taxa de nulos/brancos. A diferença apontada para o primeiro turno também pode influenciar alianças locais, mobilização de base e calendário de visitas de dirigentes nacionais.
- Pesquisa registrada no TSE: BR-05205/2026.
- Amostra: 1.600 eleitores na Bahia, entre 6 e 10 de agosto.
- Margem de erro: 2 pontos percentuais; confiança: 95%.
O levantamento integra a série de estudos que antecedem a disputa presidencial e contribui para mapear o cenário eleitoral no Nordeste, onde a Bahia tem papel estratégico. À medida que a campanha avança, movimentos regionais — de Salvador ao interior profundo — continuarão a desenhar o mapa de intenções de voto.
Edvaldo de Jesus Cerqueira, correspondente na Bahia