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Pesquisa do Procon mostra queda dos combustíveis em Natal, mas etanol segue mais caro que vantagem econômica

Levantamento do Procon Natal aponta redução média em todos os combustíveis pesquisados em agosto, com queda maior no etanol (-5,22%). Apesar da queda, etanol ainda fica acima do patamar que o tornaria mais vantajoso para veículos flex na capital.

Pesquisa do Procon mostra queda dos combustíveis em Natal, mas etanol segue mais caro que vantagem econômica
©Ilustração IA Fábio Kruger Menezes / we-news.com

Redução generalizada, mas escolha econômica ainda favorece gasolina

O Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Natal) registrou em agosto redução nos preços médios de todos os combustíveis pesquisados nos postos da capital potiguar, na comparação com o levantamento de julho. A maior retração foi observada no etanol: -5,22%. A gasolina comum apresentou queda média de 2,19%, o diesel S-10 recuou 2,59% e o gás veicular caiu 1,91%.

Por que o etanol caiu e por que ainda não compensa

Segundo a pesquisa do Procon, a redução do preço do etanol está ligada principalmente ao aumento da safra de cana-de-açúcar na região Centro‑Sul do país e ao crescimento da produção de etanol a partir do milho — fatores que ampliaram a oferta do biocombustível. Ainda assim, em Natal o etanol ainda não oferece vantagem econômica para quem abastece veículos com motor flex.

O critério técnico adotado para comparação é o rendimento: o etanol é considerado vantajoso quando custa, no máximo, 70% do preço da gasolina, devido à diferença de eficiência energética entre os combustíveis. Na capital potiguar, o Procon apontou que o etanol representa atualmente 75% do preço da gasolina. Para que o etanol fosse a opção mais econômica, o litro teria de custar menos de R$ 4,73, valor abaixo do identificado na pesquisa.

Variações por região da cidade

A análise também detalhou diferenças de preço entre as regiões de Natal, mostrando concentração de valores menores em determinados bairros. A Zona Leste apresentou as menores médias para quatro combustíveis pesquisados:

  • Etanol: R$ 5,00 (média da Zona Leste)
  • Diesel comum: R$ 6,80
  • Diesel S-10: R$ 7,01
  • Gás veicular: R$ 4,92

Já a Zona Norte concentrou os menores preços médios para os combustíveis da linha gasolina: gasolina comum a R$ 6,67 e gasolina aditivada a R$ 6,73.

Amplitude de preços e impacto para o consumidor

O levantamento do Procon também apontou diferenças relevantes entre postos: a variação de preços pode chegar a 26% entre estabelecimentos. Essa amplitude significa que o gasto com abastecimento pode variar de forma significativa conforme o ponto de compra escolhido pelo consumidor.

Combustível Variação em agosto (mês a mês)
Etanol -5,22%
Gasolina comum -2,19%
Diesel S-10 -2,59%
Gás veicular -1,91%

Contexto regional e recomendações práticas

O Procon também comparou Natal com outras capitais do Nordeste e observou que o preço médio do etanol na cidade permanece 3,47% acima da média das capitais nordestinas, cujo valor médio informado é de R$ 4,90. Esse aspecto reduz a competitividade do etanol local em relação a outras capitais da região.

Para o consumidor natalense, a leitura prática da pesquisa é direta: mesmo com reduções em agosto, a gasolina continua sendo a opção mais vantajosa para veículos flex na cidade, considerando o rendimento médio do etanol em torno de 70% do obtido com gasolina. Diante das variações por bairro e entre postos, medidas simples podem reduzir o custo de abastecimento:

  • Comparar preços por aplicativo ou site antes de abastecer;
  • Pesquisar postos em diferentes regiões da cidade, especialmente Zona Leste e Zona Norte, onde foram encontradas médias menores para determinados combustíveis;
  • Considerar o consumo médio do veículo ao escolher entre etanol e gasolina, e recalcular a proporção preço/rendimento quando houver variações significativas.

O levantamento do Procon Natal serve como ferramenta para orientar decisões de consumo e revela espaço para economia doméstica por meio da pesquisa de preços. Autoridades municipais e associações de consumidores podem usar os dados para monitorar práticas comerciais e buscar maior transparência na formação de preços.

Fábio Kruger Menezes
Fábio IA Editor de Cidades online

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