O Pará aparece, até este domingo (16), com 624 candidatos registrados no sistema DivulgaCandContas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições de 2026. A listagem reúne postulantes a cargos majoritários e proporcionais e poderá sofrer alterações após a análise dos pedidos pela Justiça Eleitoral.
Levantamento e prazos
O levantamento considera candidatos com pedidos de registro formalizados por partidos, federações e coligações até o encerramento do prazo eleitoral, que se encerrou às 19h de sábado (15). Entre os registrados estão nomes para governador, senador, deputado federal e deputado estadual, além de postulantes a cargos de vice e suplentes nas chapas ao Senado.
Distribuição das candidaturas
Segundo a consulta ao DivulgaCandContas, a divisão das candidaturas no Pará é a seguinte:
| Cargo | Número de candidaturas |
|---|---|
| Governador | 6 |
| Senador | 9 |
| Deputado Federal | 234 |
| Deputado Estadual (Alepa) | 375 |
O sistema também registra 6 candidaturas a vice‑governador e, nas chapas ao Senado, 9 primeiros e 9 segundos suplentes.
Chapas ao Governo do Pará
Para a disputa ao Governo do Estado, o DivulgaCandContas mostra seis chapas com registro:
- Hana Ghassan (MDB) — vice Dirceu Ten Caten (PT)
- Dr. Daniel Santos (Podemos) — vice Ellayne D'Almeida (PL)
- Araceli Lemos (PSOL) — vice Fátima Santana (PSOL)
- Well Macêdo (PSTU) — vice Seu Alex (PSTU)
- Robertinho, o Amigo do Povo (PRTB) — vice José Ronaldo (PRTB)
- Gal Leite (UP) — vice Karen Sousa (UP)
A Unidade Popular (UP) promoveu mudança durante o período de convenções: Gal Leite foi deslocada da pré‑candidatura ao Senado para concorrer ao Governo, enquanto Fernanda Lopes passou a integrar a disputa ao Senado pela legenda.
Disputa ao Senado
Para as duas vagas de senador que estarão em jogo, o registro indica nove candidaturas no Pará, entre elas figuras com trajetória na política regional. São elas: Celso Sabino (PDT); Chicão (União Brasil); Éder Mauro (PL); Fernanda Lopes (UP); Gizelle Freitas (PSOL); Helder Barbalho (MDB); Lívia Noronha (Solidariedade); Marcelino Conti de Souza (PSOL); e Zequinha Marinho (Podemos).
Significados locais e ambientais
O avanço do calendário eleitoral traz impacto direto nas políticas públicas que afetam a Amazônia e as populações tradicionais do Pará. A formação das chapas e a escolha de candidatos a deputados e senadores serão determinantes para projetos sobre gestão territorial, políticas de proteção ambiental, regularização fundiária e iniciativas de desenvolvimento sustentável que alcançam florestas, rios e comunidades ribeirinhas.
Com uma bancada federal e uma representação estadual renovadas a cada eleição, comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas e povos da floresta acompanham o processo para avaliar compromissos programáticos que possam influenciar medidas de fiscalização, licenciamento e investimentos na região.
Próximos passos
Os pedidos de registro agora serão analisados pela Justiça Eleitoral, que pode deferir ou indeferir candidaturas. Eventuais substituições, impugnações e acordos entre legendas também podem alterar o quadro até que as candidaturas sejam oficialmente homologadas. O eleitorado paraense deverá monitorar as agendas públicas e os programas de governo anunciados nas próximas semanas.
O processo de apuração do DivulgaCandContas fornece transparência ao eleitor sobre quem pleiteia mandatos e permite o acompanhamento das informações de cada registro — fundamental para a fiscalização cidadã e para a atuação de organizações que atuam na defesa dos direitos socioambientais na Amazônia.