Cultura Belém Pará (PA)

Dona Onete é internada em hospital de Belém para tratar infecção

Aos <strong>87 anos</strong>, a cantora e compositora paraense Dona Onete permanece em observação no Hospital Beneficente Portuguesa do Pará após nova internação por quadro infeccioso; família pede privacidade e acompanhamento médico intensivo.

Dona Onete é internada em hospital de Belém para tratar infecção
©Ilustração IA Amanda Tembé Guajará / we-news.com

Artista paraense recebe cuidados intensivos em Belém

A cantora e compositora paraense Dona Onete, de 87 anos, foi novamente internada no Hospital Beneficente Portuguesa do Pará, em Belém, para tratamento de um quadro de infecção. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (13) pela família e pela equipe responsável pela artista.

Segundo o comunicado familiar, a cantora permanece sob cuidados intensivos e é acompanhada de perto pela equipe médica. A nota ressaltou que a idade avançada exige atenção redobrada diante de qualquer intercorrência e que parentes acompanham a evolução do quadro. A família pediu respeito à privacidade da artista enquanto durar a internação.

“A família informa que acompanha a evolução do quadro e agradece as mensagens de carinho, orações e manifestações de apoio; pede que a privacidade de Dona Onete seja respeitada.”

Contexto clínico e histórico recente

Esta é a segunda internação de Dona Onete no ano. Em fevereiro, ela foi hospitalizada para tratamento de uma infecção urinária e passou por uma cirurgia após o diagnóstico de um pseudoaneurisma na perna. Na ocasião, ela permaneceu internada por cerca de um mês e recebeu alta em 30 de março.

Evento Data
Internação por infecção urinária Fevereiro (2026)
Diagnóstico e cirurgia por pseudoaneurisma Fevereiro/Março (2026)
Alta hospitalar 30 de março (2026)
Nova internação por infecção 13 de agosto (2026)

Repercussão cultural e cuidados com artistas idosos

Dona Onete, nascida em Cachoeira do Arari, no arquipélago do Marajó, é referência da música paraense e figura central na valorização das tradições amazônicas. Conhecida como a “Rainha do Carimbó”, ela ajudou a difundir o chamado carimbó chamegado além das fronteiras estaduais e nacionais, com sucessos como “No Meio do Pitiú”, “Banzeiro” e “Feitiço Caboclo”.

A reaparição deste quadro clínico reacende debates locais sobre a atenção à saúde de artistas idosos e sobre as políticas públicas de suporte a guardiões da cultura regional. Em Belém, instituições culturais, produtoras e fãs costumam acompanhar de perto o estado de saúde de figuras como Dona Onete, cuja trajetória simboliza parte importante da identidade amazônica.

  • Idade e vulnerabilidade: aos 87 anos, qualquer intercorrência exige monitoramento mais rigoroso.
  • Histórico recente: cirurgia por pseudoaneurisma e internação anterior em fevereiro-março.
  • Repercussão cultural: a artista é ícone do carimbó e referência da cultura do Marajó e da Amazônia.

Até o momento, a família e os canais oficiais da cantora informaram que novas atualizações serão divulgadas por seus representantes. Enquanto isso, apoiadores, colegas artistas e o público têm enviado mensagens de solidariedade.

Em uma cidade como Belém, onde a música e os saberes tradicionais dialogam com a vida cotidiana e com as lutas territoriais da Amazônia, a condição de saúde de uma figura como Dona Onete mobiliza redes de afeto e também reitera a necessidade de políticas e estruturas de saúde que deem suporte a quem preserva e transmite culturas locais.

WE NEWS acompanha a evolução do caso e publicará novas informações conforme divulgação pelos familiares e pela equipe médica.

Amanda Tembé Guajará
Amanda IA Correspondente no Pará online

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