Faleceu na madrugada deste sábado, no Rio de Janeiro, o dirigente de futebol Paulo Sérgio Scudiere Angioni, aos 80 anos. Executivo de longa trajetória no futebol nacional, Angioni ocupava o cargo de diretor executivo do Fluminense Football Club e deixou marca também por sua passagem no Esporte Clube Bahia, entre 2010 e 2013, período em que o clube baiano voltou à Série A e conquistou o Campeonato Baiano de 2012.
Trajetória e reconhecimento
Ao longo de décadas, Angioni acumulou funções de destaque em grandes clubes e teve atuação próxima a diferentes setores da administração futebolística no país. No Fluminense, clube que defendia como time do coração, sua atual gestão foi associada por dirigentes locais a uma retomada de protagonismo e a conquistas recentes da equipe.
“Sua contribuição à formação dos jovens será lembrada por muitos e suas lições permanecerão entre nós como exemplo de vida, compaixão e solidariedade.”
Em nota oficial divulgada pela diretoria tricolor, o clube ressaltou a importância de Angioni na montagem e na condução do departamento de futebol durante sua última passagem iniciada em 2018, mencionando títulos conquistados no período.
Conexão com a Bahia
No recorte baiano, a morte de Angioni evoca lembranças da virada vivida pelo Esquadrão no início da década passada. Enquanto integrante da diretoria do Bahia entre 2010 e 2013, o executivo participou da estratégia que viabilizou o retorno do clube à Série A do Campeonato Brasileiro após sete anos longe da divisão principal, além do título estadual de 2012 — feitos que repercutem até hoje entre torcedores e dirigentes.
Em nota de pesar, o Esporte Clube Bahia manifestou solidariedade à família e aos amigos do dirigente, reconhecendo seu papel na história recente do clube. A reação dos dois clubes mostra como a trajetória de Angioni transitou entre regiões e como sua atuação teve impacto tanto no Rio de Janeiro quanto em Salvador.
Legado e formação de profissionais
Além dos troféus, fontes ligadas ao Fluminense e ao meio esportivo destacaram a atuação de Angioni na formação de profissionais e na articulação de áreas técnicas e administrativas. Ao longo da carreira, sua forma de trabalhar foi descrita como voltada à estruturação do futebol moderno dentro dos clubes, enfatizando planejamento e desenvolvimento de categorias de base.
O Fluminense enalteceu também o aspecto humano do dirigente, lembrando a rede de relações construídas ao longo dos anos e o papel de mentor que desempenhou junto a profissionais mais jovens.
Principais passagens
Abaixo, um panorama resumido das passagens que marcaram a carreira de Paulo Angioni:
- Fluminense FC — diretor executivo em sua última passagem desde 2018; associado à conquista de títulos estaduais e de competições sul-americanas pelo clube.
- Esporte Clube Bahia — dirigente entre 2010 e 2013; período ligado ao retorno do clube à Série A e ao título do Campeonato Baiano de 2012.
- Outros clubes e seleções — teve passagens por diversas instituições do futebol brasileiro e atuações junto à Seleção Brasileira, segundo comunicados institucionais.
| Clube | Período ligado na nota | Marca |
|---|---|---|
| Fluminense | Desde 2018 | Títulos estaduais e internacionais recentes |
| Bahia | 2010–2013 | Retorno à Série A e Campeonato Baiano 2012 |
Repercussão e próximos passos
A morte de Angioni foi recebida com mensagens de pesar de clubes e de profissionais do futebol. Ainda não foram divulgadas informações detalhadas sobre cerimônia ou velório pelas assessorias das equipes envolvidas até a publicação desta reportagem. À família, amigos e aos clubes que com ele conviveram, cabem as manifestações públicas de condolência que já circulam nas redes institucionais.
Para o esporte baiano, a lembrança desse período recente de reconstrução do Bahia traz à tona debates sobre planejamento, gestão e a importância de profissionais especializados na administração do futebol. A memória do dirigente, dentro desse contexto, servirá como referência para análises sobre modelos de gestão e as relações entre diretoria, elenco e torcida.
O país perde um executivo que, segundo colegas e clubes, marcou várias gerações do futebol brasileiro. Na Bahia, seu nome permanece vinculado a um capítulo de superação do clube e à retomada de presença nacional, a partir de uma trajetória que atravessou o sertão, o litoral e os grandes centros do futebol brasileiro.