A derrota por 1 a 0 para o Corinthians, no primeiro jogo da semifinal do Campeonato Brasileiro Feminino, não abalou a confiança da meio-campista Ju Oliveira na classificação do Esporte Clube Bahia para a decisão nacional. Em entrevista após o confronto disputado na Arena Fonte Nova, a jogadora elencou a trajetória do time como prova de que o projeto das Mulheres de Aço transcende resultados isolados.
Representatividade e projeto em crescimento
Ju Oliveira ressaltou que a campanha do Tricolor tem significado maior do que a disputa por um título: representa uma chance de promover visibilidade e abrir caminhos para meninas e jovens do estado e da região Nordeste. Para ela, cada jogo serve como demonstração de que o trabalho desenvolvido no clube já é realidade e começa a inspirar outros sonhos.
“Desde o começo, ninguém acreditava no Bahia nem no projeto do Bahia. Estamos fazendo história e contando essa história todos os dias. O Bahia já é realidade.”
A jogadora acrescentou que a eventual virada na semifinal seria muito mais do que uma conquista esportiva para o elenco, ampliando o alcance social e esportivo da campanha. A fala, dirigida à torcida e à comunidade regional, aponta para um sentimento de responsabilidade coletiva que tem crescido nas arquibancadas e entre os apoiadores do clube.
Troca tática e momento da equipe na partida
Ju entrou no segundo tempo, substituindo a meia Ângela Gómez, em um momento em que o Bahia buscava mais presença ofensiva e controle da posse de bola. Com a alteração, a equipe tricolor elevou a pressão sobre a defesa corintiana, criou oportunidades e contou com chances claras, mas não obteve êxito em converter.
No segundo tempo, o Bahia teve finalizações de Raquel e Dany Silva, além de uma bola na trave em um lance envolvendo a própria Ju Oliveira. Apesar da superioridade territorial após o intervalo, a equipe esbarrou na atuação da goleira adversária, Nicole, que neutralizou as tentativas do Tricolor.
O que a jogadora diz sobre sua temporada
Ao analisar sua própria contribuição em 2026, Ju disse que a temporada tem se configurado como um processo de reinvenção a cada partida. Reconheceu não ter apresentado o melhor nível contra o Palmeiras, nas quartas de final, mas destacou a persistência e o preparo para ser útil quando solicitada pela comissão técnica.
Para a meio-campista, o comprometimento coletivo e a capacidade de adaptação do time serão decisivos para o jogo de volta, quando o Bahia terá de buscar a virada fora de casa.
Panorama prático e as atenções voltadas para o jogo de volta
Com o placar adverso, o Bahia precisa de uma vitória no jogo de retorno para levar a decisão para os critérios de desempate ou, dependendo do regulamento vigente, superar o saldo de gols e avançar à final. A equipe e a torcida já projetam a logística, preparo físico e ajustes táticos necessários para enfrentar o Corinthians na partida derradeira.
- Placar do primeiro jogo: Bahia 0 x 1 Corinthians
- Local: Arena Fonte Nova, Salvador
- Momento: Ju entrou no segundo tempo e contribuiu para aumento de pressão ofensiva
| Item | Dados |
|---|---|
| Resultado | Bahia 0 x 1 Corinthians |
| Local | Arena Fonte Nova |
| Jogadora em destaque | Ju Oliveira (meio-campo) |
Além do aspecto técnico, a partida reacendeu debates sobre o investimento no futebol feminino na Bahia e sobre o papel que clubes e autoridades locais têm no fortalecimento das categorias de base e da profissionalização. O destaque da equipe tricolor nesta edição do Brasileiro serve como exemplo prático de que projetos bem estruturados podem criar base de torcida e protagonismo.
Os próximos dias serão de preparação intensa para as Mulheres de Aço. A comissão técnica deverá trabalhar aspectos defensivos e ofensivos, ajustar rotas de criação e definir quem serão os responsáveis por explorar eventuais fragilidades do adversário. Para a torcida baiana, o sentimento é de esperança: além do resultado imediato, uma campanha vitoriosa pode consolidar um movimento social e esportivo de longo prazo no estado.
Em meio ao calor da torcida e ao cenário futebolístico que mistura tradição e renovação, o Bahia parte para o jogo de volta com a convicção de que a competição ainda não está definida. A voz de Ju Oliveira ecoa como síntese dessa expectativa: não se trata apenas de um sonho do clube, mas de um reflexo das aspirações de toda a região.