O candidato ao Senado pelo Partido Liberal (PL), João Roma, criticou nesta quinta-feira, em coletiva realizada durante homenagem na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) em Salvador, a execução da prometida ponte entre Salvador e Itaparica. Ao reafirmar dúvidas sobre a existência de obras físicas ou provas materiais do empreendimento, o político defendeu que o Ministério Público adote providências para fiscalizar o uso de recursos públicos em propagandas relacionadas ao projeto.
Questionamentos sobre a obra e pedido de investigação
Segundo Roma, inspecções aéreas, marítimas e terrestres não teriam identificado sinais da construção da ponte. Em tom crítico, afirmou que nem mesmo tecnologias como inteligência artificial teriam mostrado indícios da obra. A frase foi dirigida ao propósito de cobrar clareza e transparência sobre o que classificou como promessa reiterada em períodos eleitorais.
“Já fizeram vistoria pelo ar, pelo mar, pela terra e não se encontra vestígios da Ponte Salvador-Itaparica, né? Nem na inteligência artificial se vê a Ponte Salvador-Itaparica.”
Na coletiva, o candidato sugeriu que a reiteração do projeto poderia integrar uma estratégia eleitoral do Partido dos Trabalhadores (PT). Ele disse que, na sua avaliação, a pauta tende a ser usada como recurso de campanha que recorre com frequência nas disputas políticas locais.
Prioridades para debate eleitoral
Além das críticas à ponte, João Roma defendeu que o debate entre candidatos ao Senado e demais cargos que concorrem junto ao eleitorado baiano devia concentrar-se em temas do cotidiano, citando explicitamente redução de impostos, melhorias na saúde e na educação como pautas centrais. O candidato afirmou que a Bahia tem registrado retrocesso em indicadores educacionais e dificuldades na regulação do sistema de saúde.
- Redução de impostos — apontada como prioridade do candidato;
- Melhorias na saúde — mencionada em relação a problemas de regulação;
- Atenção à educação — referida pela queda de classificação da Bahia frente a outros estados.
Durante a coletiva, Roma também reagiu a falas do ministro Rui Costa, que associou questionamentos sobre a ponte a um “problema cognitivo”. O candidato classificou as menções do ministro como “agressões” e voltou a defender um foco maior em soluções práticas para os problemas dos moradores da Bahia.
Contexto e consequências locais
As declarações ocorrem em pleno calendário eleitoral e em um ambiente em que a promessa da ponte Salvador-Itaparica tem sido repetidamente citada por diferentes governos como obra de grande impacto para a mobilidade entre a capital e a Ilha de Itaparica. Reclamações sobre a transparência das fases de projeto, licenciamento e comunicação pública ampliam o debate entre autoridades, sociedade civil e setores econômicos locais.
| Demandas citadas por João Roma | Contexto |
|---|---|
| Redução de impostos | Apelo para aliviar custos do dia a dia do consumidor e empresas |
| Melhorias na saúde | Referência a problemas de regulação e atendimento |
| Investimento em educação | Comentário sobre queda relativa da Bahia nos rankings entre estados |
O pedido de investigação do Ministério Público feito pelo candidato tem o efeito de colocar em evidência a necessidade de prestação de contas sobre campanhas informacionais e eventuais gastos públicos relacionados a obras de grande visibilidade. Para os soteropolitanos e os moradores das belas praias e municípios ao redor de Salvador, o debate toca diretamente nos temas de mobilidade, planejamento urbano e utilização do erário.
Com a proximidade das eleições, as posições de candidatos em relação a obras de infraestrutura com apelo regional tendem a ganhar protagonismo nas agendas locais. Resta acompanhar as respostas das autoridades competentes sobre a situação do projeto da ponte e eventuais medidas de fiscalização anunciadas pelo Ministério Público, assim como as reações do governo estadual e federal às críticas levantadas em Salvador.