O Instituto de Pesos e Medidas do Rio Grande do Norte (Ipem-RN) identificou irregularidades em 891 equipamentos durante uma série de fiscalizações realizadas entre abril e julho. Ao todo foram verificados 16.343 instrumentos em 104 municípios do estado, em operações que incluíram bombas de combustível, balanças comerciais, medidores de pressão arterial e ações voltadas à pesagem de alimentos.
Volume e principais alvos da ação
Do conjunto fiscalizado, cerca de 5,5% apresentaram problemas que levaram à reprovação. As inspeções encontraram maior incidência de falhas nas bombas de combustíveis: das 3.624 unidades inspecionadas, 403 foram reprovadas — aproximadamente 11% do total nesse segmento. Entre as falhas mais recorrentes estavam mangueiras danificadas, erros na vazão mínima e problemas nos visores.
Outros equipamentos também mostraram irregularidades. Foram avaliados 4.052 equipamentos de pesagem, com 234 reprovações (cerca de 5,8%), em que se constatou realização de medições incorretas. Nos medidores de pressão arterial (esfigmomanômetros), das 489 unidades inspecionadas, 30 foram reprovadas (6,3%).
Fiscalização de alimentos e produtos pré-embalados
As ações do Ipem-RN também abrangeram a comercialização de alimentos vendidos por quilo ou por unidade de peso. Foram realizadas 352 fiscalizações específicas sobre a venda do pão francês, procedimento que tem regras claras quanto à comercialização por quilo; em 20 estabelecimentos foram encontradas irregularidades.
Na verificação de alimentos a peso para consumo imediato, os fiscais vistoriaram 129 estabelecimentos e constataram irregularidades em seis locais, principalmente pela ausência de informações obrigatórias ao consumidor — como peso do prato, preço por quilo e correspondência entre a etiqueta e a leitura da balança.
Em supermercados, padarias e docerias da capital e da região metropolitana, a fiscalização de produtos pré-embalados analisou 216 itens; apenas um produto apresentou não conformidade segundo o relatório do órgão.
Tabela resumo das fiscalizações
| Tipo de equipamento/ação | Inspecionados | Reprovados | % de reprovação |
|---|---|---|---|
| Bombas de combustível | 3.624 | 403 | 11% |
| Balanças | 4.052 | 234 | 5,8% |
| Esfigmomanômetros | 489 | 30 | 6,3% |
| Produtos pré-embalados (itens analisados) | 216 | 1 | — |
| Total geral | 16.343 | 891 | 5,5% |
Impacto para consumidores e comerciantes
Para consumidores, falhas em instrumentos de medição podem representar prejuízos diretos no bolso — combustível entregue a menor volume, peso cobrado a mais em alimentos ou leituras incorretas em exames básicos de pressão. Para estabelecimentos, as reprovações implicam na necessidade de manutenção, substituição ou lacração dos equipamentos, além de possíveis autuações administrativas.
O Ipem-RN orienta que os estabelecimentos informem os consumidores, de forma visível, sobre o peso do recipiente ou prato e o preço por quilo ou por unidade de peso; estas informações também devem bater com o que aparece na balança, que precisa indicar o peso líquido, o preço por unidade de peso e o valor total a pagar.
O que fazer ao identificar irregularidade
- Conferir sempre a etiqueta e a leitura da balança antes de pagar;
- Exigir a correção imediata em caso de suspeita de erro na pesagem ou abastecimento;
- Registrar reclamação formal junto ao estabelecimento e, se necessário, procurar o Ipem-RN para denúncia e solicitação de verificação técnica;
- Guardar comprovantes de pagamento e, quando possível, registrar foto do equipamento ou do visor.
A fiscalização em larga escala realizada pelo Ipem-RN reforça a necessidade de manutenção periódica por parte dos comerciantes e de atenção contínua dos consumidores. A continuidade dessas ações em municípios do interior e da Região Metropolitana busca reduzir fraudes e garantir que medições essenciais no cotidiano sejam confiáveis.
O monitoramento técnico e a transparência dos resultados ajudam a indicar onde há maior necessidade de intervenções e orientações, pautando tanto a atuação do poder público quanto as práticas comerciais que afetam diretamente o dia a dia da população.