Evento na orla reafirma 25 anos de mobilização pela população LGBTQIAPN+
A 25ª Parada Gay de Sergipe acontece neste domingo na Orla de Atalaia, em Aracaju, organizada pela entidade ASTRA – Direitos e Cidadania LGBT. Com o tema “A História Continua, a Luta Não Para”, a programação marca um quarto de século de mobilização em defesa da diversidade, dos direitos humanos e da cidadania da população LGBTQIAPN+ no estado.
Histórico e objetivos
Segundo a organização, a Parada é tanto uma celebração quanto um espaço de politização, com foco na garantia do acesso a direitos constitucionais e na visibilidade das pautas do movimento. A edição local lembra que a versão sergipana do evento começou em 2002 na Orla de Atalaia e, desde então, tem pautado temas que refletem o contexto político e social de cada período, como combate à homofobia, acesso à saúde, políticas públicas e representatividade política.
Conquistas e desafios apontados pela organização
Maria Eduarda Marques (conhecida como Duda), vice-presidente da ASTRA, destacou avanços importantes alcançados ao longo dos 25 anos do movimento, sobretudo no campo jurídico e civil. Entre as vitórias mencionadas pela dirigente estão:
- o reconhecimento do casamento igualitário;
- o direito à retificação de nome e gênero;
- a permissão para doação de sangue por pessoas LGBTI+ em determinadas condições;
- a criminalização da LGBTfobia.
“Ainda temos muito o que avançar. Conseguimos direitos fundamentais: o casamento, o direito à retificação de nome e gênero, doação de sangue e a criminalização da LGBTfobia”, afirmou Duda.
Duda também ressaltou a transformação social observada nas últimas décadas, lembrando que, há mais de vinte anos, muitos membros da comunidade viviam com medo de demonstrar afeto em público. Para ela, a possibilidade de afirmar identidade e afetos em locais públicos, como a Orla de Atalaia, simboliza uma conquista subjetiva e coletiva: sensações de segurança e pertencimento.
Participação e dimensão do evento
A organização informou que a Parada cresceu significativamente desde as primeiras edições: estimativas citadas pelos organizadores apontam um público inicial em torno de 5 mil pessoas, chegando a mais de 150 mil participantes em edições recentes. Esse crescimento, segundo Duda, mostra que a sociedade também avançou ao incorporar a pauta da igualdade como questão de direitos humanos.
| Indicador | Informação citada |
|---|---|
| Edição | 25ª |
| Local | Orla de Atalaia, Aracaju |
| Público (início x atual) | ~5 mil → >150 mil |
Impactos locais e recomendações
Como evento de grande porte na orla da capital, a Parada tende a mobilizar trânsito, comércio e a atuação de serviços públicos — especialmente em áreas de segurança, limpeza urbana e assistência à saúde. A organização e autoridades locais costumam coordenar logística e segurança para garantir a realização pacífica do ato e o atendimento a participantes e visitantes. A própria ASTRA enfatiza a importância da ocupação segura dos espaços públicos como forma de visibilidade e garantia de direitos.
A realização da 25ª Parada reafirma a presença continuada das demandas da população LGBTQIAPN+ no espaço público de Aracaju. Para moradores e frequentadores da Orla de Atalaia, a iniciativa representa simultaneamente uma celebração cultural e uma demonstração da persistência das reivindicações por igualdade e proteção contra a violência e a discriminação.