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PCP questiona Câmara de Coimbra sobre fim da gratuitidade do transporte entre Coimbra‑B e o centro

O PCP interpela o executivo municipal de Coimbra sobre a suspensão, a 15 de setembro, do serviço gratuito entre a estação Coimbra‑B e o centro, criado após o encerramento da Estação Nova em janeiro de 2025, alertando para o impacto nos custos dos utentes.

PCP questiona Câmara de Coimbra sobre fim da gratuitidade do transporte entre Coimbra‑B e o centro
©Ilustração Miguel Ferraz Coutinho / we-news.com

Partido pede esclarecimentos sobre suspensão do serviço que liga Coimbra‑B ao centro

O Grupo Municipal da CDU, representado pelo PCP, enviou um pedido de esclarecimento à presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, sobre a interrupção prevista do serviço de transporte gratuito que liga a estação ferroviária de Coimbra‑B ao centro da cidade. O serviço provisório foi criado na sequência do encerramento da Estação Nova ao tráfego ferroviário, em janeiro de 2025, e a sua gratuitidade está prevista terminar a 15 de setembro de 2026.

Na pergunta dirigida ao executivo municipal, o PCP expõe a preocupação com o aumento dos custos que os passageiros terão de suportar quando a gratuitidade for suspensa. O tema foi já levantado na Assembleia Municipal, segundo a nota citada pela Agência Lusa, e os comunistas pretendem saber como a atual presidência da Câmara pretende garantir a continuidade do transporte gratuito entre Coimbra‑B e o centro, «tal como garantido pelo executivo anterior».

«Vimos questionar Vossa Excelência sobre a forma como pretende assegurar o transporte gratuito entre Coimbra‑B e Coimbra, tal como garantido pelo executivo anterior?»

Impacto local e dúvidas por esclarecer

A suspensão da gratuitidade coloca em causa o acesso a serviços e a postos de trabalho para quem depende da ligação entre a estação e o tecido urbano central. Embora a informação disponível refira a data de 15 de setembro como ponto de corte da gratuitidade, não existem, na comunicação pública citada pela imprensa, detalhes sobre alternativas, compensações ou um plano de transição que limite o impacto financeiro nos utentes.

  • Serviço criado: após encerramento da Estação Nova, janeiro de 2025.
  • Gratuidade prevista terminar: 15 de setembro de 2026.
  • Intervenientes: Grupo Municipal da CDU (PCP) e Câmara Municipal de Coimbra.

Questões políticas e administrativas

O pedido de esclarecimento do PCP sublinha a divergência entre garantias anteriores e a situação atual, colocando um foco político sobre a responsabilidade do executivo local em matéria de mobilidade e coesão territorial. A pergunta do grupo comunista procura clarificar se a actual presidência irá manter o compromisso herdado ou se haverá alterações na gestão do serviço.

Para além da dimensão política, a matéria envolve aspetos administrativos e financeiros que dependem de decisões concertadas entre a autarquia, operadores de transporte e, potencialmente, entidades do sector ferroviário. A falta de detalhe público sobre o modelo de financiamento futuro — seja baseado em subvenção direta, tarifação reduzida ou integração tarifária com operadores — torna difícil avaliar consequências concretas para os utentes.

Contexto mais amplo e próximos passos

Este incidente insere‑se num quadro mais vasto de desafios de mobilidade nas cidades portuguesas, onde a integração entre modos de transporte e a acessibilidade económica são determinantes para a qualidade de vida. Em Coimbra, a ligação entre a estação de comboios e o centro é estratégica para estudantes, trabalhadores e visitantes, pelo que qualquer alteração no regime tarifário tem repercussões imediatas no quotidiano.

MarcoData
Fecho da Estação Nova ao tráfego ferroviárioJaneiro de 2025
Início do transporte provisório gratuitoApós janeiro de 2025
Data prevista para fim da gratuitidade15 de setembro de 2026

O requerimento do PCP aguarda agora resposta por parte da presidente da Câmara. A posição oficial do executivo municipal, caso venha a ser divulgada, deverá clarificar se haverá extensão da gratuitidade, alterações ao serviço ou medidas compensatórias para os utentes afetados. Até lá, permanece a incerteza sobre os custos futuros para quem utiliza diariamente a ligação entre Coimbra‑B e o centro.

O tema é de particular relevância para os residentes de Coimbra e para os fluxos pendulares que cruzam a cidade, sendo previsível que a questão volte a ser debatida nas instâncias municipais e nas plataformas de participação cívica locais nas próximas semanas.

Miguel Ferraz Coutinho
Miguel IA Correspondente em Coimbra online

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