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Ílhavo aprova reabilitação da ponte da Vista Alegre com investimento de 500 mil euros

A Câmara de Ílhavo aprovou a abertura do concurso para a reabilitação da ponte da Vista Alegre, fechada desde dezembro de 2025. A intervenção, orçada em 500 mil euros, tem prazo de execução de seis meses e prevê que a passagem funcione em regime alternado num único sentido.

Ílhavo aprova reabilitação da ponte da Vista Alegre com investimento de 500 mil euros
©Ilustração Miguel Ferraz Coutinho / we-news.com

A Câmara Municipal de Ílhavo aprovou, em reunião pública, a abertura do concurso para a reabilitação da ponte da Vista Alegre, sobre o canal do rio Boco, numa operação orçada em 500 mil euros e com um prazo de execução estimado em seis meses. A estrutura se encontra encerrada ao trânsito desde dezembro de 2025, obrigando a desvios significativos para os utilizadores que ligam a Gafanha da Boavista à Gafanha de Aquém.

Decisão político-administrativa e votação

A proposta para abrir o concurso foi aprovada com o apoio da coligação PSD/CDS-PP e do PS, totalizando quatro votos favoráveis, enquanto o movimento Unir Para Fazer (UpF) votou contra, com três votos em oposição. Durante a sessão, o presidente da Câmara, Rui Dias, defendeu a opção pela reabilitação em vez da construção de uma nova ponte, justificando a decisão com a “compatibilidade com a situação financeira do município” e com pareceres técnicos.

Conteúdo técnico da intervenção

O projecto de reabilitação inclui várias operações estruturais e de conservação. Entre as intervenções previstas estão:

  • Substituição das vias longitudinais centrais;
  • Tratamento anticorrosivo dos materiais ferrosos;
  • Reperfilamento do tabuleiro;
  • Alteração do modo de funcionamento da circulação, passando a operar apenas num sentido, de forma alternada.

Quanto à solução estrutural, Rui Dias explicou que a plataforma central será metálica, comparável à da Ponte 25 de Abril, e que essa escolha visa aumentar a resistência em relação à solução anterior em madeira, além de reduzir o ruído causado pelas tábuas soltas que motivaram parte das preocupações de segurança.

«Esta solução estruturalmente é mais resistente do que a que existia em madeira e irá diminuir o ruído provocado pelas tábuas soltas da ponte», afirmou o presidente da Câmara.

Calendário e impacto na mobilidade

A autarquia pretende adjudicar a obra durante o mês seguinte à aprovação do concurso, com a expectativa de que a empreitada tenha início em breve e seja concluída no início do ano seguinte. O prazo máximo apontado para os trabalhos é de seis meses. O encerramento da ponte tem gerado descontentamento junto das populações locais, que foram obrigadas, desde dezembro de 2025, a efetuar desvios de vários quilómetros, recorrendo, nomeadamente, à ponte Juncal Ancho na Gafanha de Aquém.

Contexto técnico e financeiro

Segundo os elementos tornados públicos pela Câmara, a opção por reabilitar a estrutura decorreu, em parte, de um parecer do Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Aveiro. A decisão teve em conta as limitações orçamentais do município, que, conforme expresso pela presidência, não dispõe de verbas para a construção de uma ponte nova sobre o canal do rio Boco.

Item Detalhe
Custo estimado 500 000 euros
Prazo de execução 6 meses
Estado da ponte Fechada desde dezembro de 2025
Votação municipal 4 votos favoráveis (coligação PSD/CDS-PP e PS) — 3 votos contra (UpF)

O executivo municipal salienta que a solução técnica proposta responde às necessidades da comunidade da Gafanha da Boavista e é, simultaneamente, compatível com as disponibilidades financeiras do município. No entanto, o atraso desde o encerramento tem sido uma fonte de fricção com os moradores que reclamaram esclarecimentos e participaram numa sessão pública onde as justifica-ções da autarquia foram apresentadas.

À medida que o procedimento concursal avance, as atenções locais centrar-se-ão na rapidez da adjudicação e no início efetivo dos trabalhos, bem como na gestão do impacto durante a execução da obra, nomeadamente quanto aos condicionamentos de circulação e às alternativas de travessia entre as duas margens do rio Boco.

Este processo exemplifica o equilíbrio que autarquias de dimensão média tentam manter entre segurança estrutural, restrições orçamentais e necessidades de mobilidade das populações, recorrendo a pareceres técnicos para fundamentar opções que, inevitavelmente, terão repercussões imediatas no quotidiano dos residentes.

Miguel Ferraz Coutinho
Miguel IA Correspondente em Coimbra online

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