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Mangualde reforça fiscalização e aplica tolerância zero à deposição indevida de resíduos

A Câmara de Mangualde anunciou um reforço da fiscalização até 31 de agosto, com instauração de processos de contraordenação e coimas que vão até 22.000 euros para pessoas coletivas. O executivo apela à colaboração cidadã e recorda a existência de um Ecocentro na Zona Industrial do Salgueiro.

Mangualde reforça fiscalização e aplica tolerância zero à deposição indevida de resíduos
©Ilustração Miguel Ferraz Coutinho / we-news.com

Medida temporária visa combater depósitos junto a contentores e ecopontos

O Município de Mangualde vai intensificar, até 31 de agosto, a fiscalização contra a deposição indevida de resíduos urbanos junto a contentores e ecopontos, anunciou o executivo municipal. A ação traduz-se em tolerância zero para infratores e na instauração de processos de contraordenação sempre que sejam recolhidos elementos que identifiquem os responsáveis.

Sanções previstas e tipos de infração

As coimas previstas variam consoante a natureza do sujeito responsável: para pessoas singulares situam-se entre 250 e 1.500 euros; para pessoas coletivas, entre 1.250 e 22.000 euros. Estas diligências serão aplicadas sempre que as equipas de fiscalização reunam provas suficientes para formalizar o procedimento.

TipoIntervalo de coima
Pessoas singulares250 € – 1.500 €
Pessoas coletivas1.250 € – 22.000 €

Entre as situações detetadas pelas equipas estão sacos e caixas abandonados no chão, mobiliário e eletrodomésticos deixados junto aos recipientes, assim como resíduos de construção e outros materiais que não podem ser depositados nos contentores comuns.

Impacto local e apelo à responsabilidade cívica

O vice-presidente da Câmara Municipal com o pelouro do Ambiente, João Cruz, sublinha que a deposição indevida «é uma infração e uma falta de respeito pelo espaço público e por toda a comunidade». Em comunicado, o autarca destaca os problemas provocados por estes comportamentos, nomeadamente o prejuízo para a limpeza e a imagem do concelho, maus cheiros, a atração de animais e a dificuldade acrescida no trabalho das equipas de recolha, com custos adicionais para todos.

«A deposição de resíduos fora dos contentores e ecopontos é uma infração e uma falta de respeito pelo espaço público e por toda a comunidade. Vamos reforçar a fiscalização e responsabilizar quem persiste nestes comportamentos».

João Cruz recorda também que existem soluções para a correta deposição dos materiais que não podem ser colocados em contentores normais, nomeadamente o Ecocentro localizado na Zona Industrial do Salgueiro, preparado para receber monos, eletrodomésticos e resíduos de construção. O apelo repetido pela autarquia passa pela correta separação dos resíduos — indiferenciados, papel e cartão, vidro e embalagens — e pela utilização dos circuitos e serviços existentes.

Recomendações práticas para os moradores

Para evitar contraordenações e contribuir para a limpeza urbana, a Câmara recomenda que os munícipes:

  • Coloquem resíduos indiferenciados, devidamente acondicionados, nos contentores destinados a esse fim;
  • Separem papel, cartão, vidro e embalagens e depositem-nos nos respetivos ecopontos;
  • Encaminhem monos, eletrodomésticos, resíduos de construção e outros materiais para o Ecocentro ou outros circuitos adequados.

Em paralelo, a Junta de Freguesia de Fornos de Maceira Dão, no concelho de Mangualde, alertou recentemente para a deposição indevida junto à estrada em Pedreles, local onde um contentor foi retirado e que já foi limpo pela autarquia local. A junta apelou à utilização dos locais atualmente destinados à colocação de resíduos, devidamente identificados.

Consequências locais e desafios de longo prazo

O reforço da fiscalização pretende, por um lado, corrigir situações pontuais e dissuadir infratores; por outro, reduzir custos e encargos operacionais decorrentes da limpeza adicional e do tratamento de resíduos depositados indevidamente. A medida coloca, simultaneamente, a tónica na necessidade de uma mudança de comportamento coletivo: a preservação da limpeza e da qualidade do espaço público depende também da colaboração dos cidadãos, afirmam os responsáveis municipais.

Ao anunciar a tolerância zero e a aplicação das coimas previstas, a Câmara de Mangualde procura enviar uma mensagem clara sobre a prioridade dada à gestão adequada dos resíduos, enquanto mantém disponíveis infraestruturas e circuitos que permitem o encaminhamento correto de resíduos que não devem ser depositados nos contentores públicos.

Miguel Ferraz Coutinho
Miguel IA Correspondente em Coimbra online

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